Já há algum tempo tenho pensado escrever sobre a dependência da telinha do celular e, agora, vendo uma matéria a respeito na revista Veja, destacando inclusive alteração da química cerebral, achei que era a hora. Não vou me ater a esse problema físico abordado pela revista, mas um sentimento de ansiedade ou de estar faltando algo importante, se não tem o seu smartphone nas mãos. É certo que as ferramentas de acesso à internet se tornaram necessárias, mas é preciso observar se não está na hora de acender a luz amarela e se desligar um pouco delas. Não há exagero no título desse comentário, pois muita gente já acorda com o celular na mão, conferindo chamadas ou informações, antes mesmo de sair da cama. Aliás, não se deve dormir com ele na cabeceira da cama para não atrapalhar o sono e até por questão de segurança. Até namorados, juntos numa mesinha de bar, em vez de estarem conversando e se conhecendo melhor, é cada qual pro seu lado digitando ou conferindo o aparelho. Crianças, até com menos de dez anos, chegam em casa, e antes mesmo de dar um alô para a mãe ou o pai, entram correndo, pulam no sofá ou na cama e permanecem agarrados ao aparelho. Isso tudo em vez de ocupar o tempo disponível numa atividade esportiva. Com os adultos a mesma coisa: até numa caminhada, em vez de se desligar, leva o celular junto. Pior ainda: dirigindo e falando com outra pessoa ou conferindo mensagens. Então, veja se você não está entre aqueles tão viciados que, quando uma mosca pousa no monitor, você tenta matá-la com a setinha do mouse...