08 de julho de 2026

Tatuadora é denunciada após série de procedimentos


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Uma tatuadora, que também trabalha com micropigmentação e design de sobrancelhas, foi denunciada à Polícia Civil nesta quinta-feira, 16, após uma série de procedimentos em francanos. Pelo menos quatro já registraram boletim de ocorrência e há até um grupo com mais de 18 “vítimas” da mulher e de seu marido, que também trabalha no salão, localizado na Vila Aparecida.

Segundo as denunciantes, a tatuadora fez diversas propagandas através das redes sociais e tem agido há quase um ano. Com procedimentos que custam entre R$ 100 e R$ 350, ela realiza o trabalho de micropigmentação fio a fio das sobrancelhas e, no momento de fazer as tatuagens, em alguns casos, passou a responsabilidade ao marido. “Ela disse que, no dia, não poderia fazer porque teve problemas e o colocou no lugar. Levei um desenho que queria para minha primeira tatuagem e estava na maior expectativa. Quando vi o que fizeram, não acreditei. Tive infecção por conta da tatuagem. Tentei procurá-la depois e fui recebida com muita grosseria”, contou Daiane Brito.


Além de uma tatuagem em tamanho maior que o pedido e desenho completamente diferente do esperado, a fabricante de bolsas Roselene Araújo Prado também fez micropigmentação com a mulher. Surpreendeu-se negativamente com o resultado. “Fico até com vergonha de mostrar. Paguei R$ 200 na tatuagem e R$ 130 na micro. Fiz no mesmo dia e ficou por isso mesmo. O marido dela foi o responsável pela tatuagem. Os dois agem juntos.”

Depois de meses procurando pela tatuadora para conseguir o reembolso ou pelo menos uma justificativa, Thalita Domenegheti Faria desistiu e, com outras três vitimas, procurou a polícia hoje. Ela pagou R$ 130 para fazer micropigmentação na sobrancelha e definiu o resultado como um "desastre". “Depois do que fez, eu só conseguia chorar de raiva. Tive vontade de entrar em um buraco e não sair mais de lá. Antes ela respondia com ignorância e alegava que eu era muito sensível ao procedimento da sobrancelha, que durou apenas 45 minutos. Que a culpa foi minha. Agora, ela não responde e troca as redes sociais para não falar com quem a procura para pedir providências. Com o que essa mulher causou, me tornei escrava do lápis de sobrancelha”, explicou.

A tatuadora, que atualmente tem salão na rua Maranhão, na Vila Aparecida, foi procurada pela reportagem desde o início da tarde via WhatsApp e ligações para seu celular. Porém, não respondeu. O caso foi registrado como lesão corporal e será apurado pelo delegado Leopoldo Gomes Novais, do 3° DP.