Depois de o advogado do prefeito, Denilson Carvalho, abandonar o plenário, o presidente da comissão deu andamento ao depoimento do engenheiro Eri Pereira dos Santos. Eri afirmou que não considera que houve favorecimento à construtora, mas ações para viabilizar o loteamento que estava sem alvará. Ele também confirmou que a construtora não tinha apresentado os projetos de rede elétrica e de vias de acesso.
Ele também explicou que é comum a presença do empreendedor nas reuniões que discutem a aprovação. "O empreendedor pode, sim, ir defender seu projeto. É normal". Eri afirmou que não participou de reuniões no gabinete, mas que soube pelos colegas que elas haviam sido realizadas.
Sobre o decreto emitido pelo prefeito para regulamentar as mudanças na lei de parcelamento de solo, Eri disse que a lei não favoreceria a Pacaembu, porque não retroageria e o loteamento já estava registrado. "Entao, acho que eles tentaram um jeito de mudar isso."
Sobre o alvará, ele confirmou que foi emitido pelo engenheiro Wilson Teixeira. "Sempre quem assina é o secretário, mas, neste caso, o alvará foi emitido em um dia em que ele não estava na Prefeitura". Eri disse que a coordenadora do Controle de Parcelamento do Solo requisitou os processos e que, por ordem de Gilson de Souza, os projetos de aprovação ficaram parados. "Eles não queriam que ninguém passasse na frente da Pacaembu".
Eri evitou se posicionar sobre se houve ou não favorecimento. "Não cabe a mim esse juizo de valor, mas as ações dão essa ideia porque a Fátima mesmo, quando houve a exoneração de todos os comissionados, continuou trabalhando para a aprovação do loteamento da Pacaembu". Sobre o empréstimo da praça, Eri disse não ter conhecimento.
Por fim, Eri disse que o loteamento continua sem projetos de energia e de pavimentação e vias de acesso.