A maioria dos vereadores votou favorável e derrubou o veto apresentado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) às 340 emendas impositivas apresentadas pelo Legislativo para o orçamento do ano que vem. O assunto gerou discussões entre os vereadores que eram favoráveis e contrários aos vetos.
Favoráveis ao veto da Lei do Plano Plurianual, votaram os vereadores Arroizinho (PMDB), Carlinho Petrópolis (PMDB), Corrêa Neves Jr (PSD), Donizete da Farmácia (PSDB), Ilton Ferreira (DEM), Nirley de Souza (PP) e Pastor Otávio (PTB). Contrários ao veto se posicionaram os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Claudinei da Rocha (PSB), Cristina Vitorino (PRB), Della Motta (Podemos), Kaká (PSDB), Pastor Palamoni (PSB) e Tony Hill (PSDB). Com o empate, o presidente da Casa, Marco Garcia (PPS) desempatou derrubando o veto.
Logo em seguida, foi votado o veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Nesse caso, o veto foi derrubado por unanimidade.
O pedido de vetos às emendas, segundo o prefeito Gilson de Souza, foi embasado por irregularidades na votação das emendas por parte do Legislativo, já que as emendas teriam que ser debatidas e votadas tanto na LDO como no PPA, o que não aconteceu, pois, a discussão foi apenas incluída na LDO. Em uma manobra, o presidente da Câmara realizou um “despacho saneador”, em uma tentativa de incluir as emendas no PPA, mesmo sem terem sido votadas.
Agora, com a derrubada do veto, a Prefeitura poderá entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e entidades podem deixar de receber cerca de R$ 9 milhões no ano que vem, já que é com base nessas emendas que os repasses são feitos para as instituições.