Neste Dia dos Professores, essa categoria profissional tão importante, tem muito pouco ou quase nada a comemorar, por tudo o que perdeu ao longo dos anos. Lembro-me, com saudade, dos tempos em que fiz do 1º ano primário ao 3º científico no Instituto Estadual “Torquato Caleiro”, que tinha em seu corpo docente, para ministrar as aulas do primeiro e segundo graus, vários médicos, engenheiros, entre outros profissionais com formação superior. Acontece que ganhavam muito bem, além de serem respeitados na sala de aula, contando com recursos para disciplinar os alunos, incluindo as reprovações, uma das muitas coisas abolidas pelos “iluminados” que modificaram as diretrizes do ensino. Hoje, em lugar de ficar de pé à entrada do professor na classe, muitos alunos atiram bolinhas de papel ou falam ao celular. E se chamar a atenção do aluno, é muito capaz do pai ou da mãe, justamente aqueles que não comparecem às reuniões, irem até à escola brigar com professores e diretor. Por essas e outras razões, foi caindo a qualidade do ensino, já que poucos se aventuram a escolher o magistério como profissão, mesmo tendo vocação para ensinar. Isso em relação às escolas públicas, que eram, na época, as líderes em qualidade, ao lado de algumas particulares, também excelentes. Além do descaso das autoridades, tem o comodismo de muitos pais e mães, que nem sabem se o filho ou filha está frequentando as aulas, achando que a escola tem que educar crianças e adolescentes. Deviam saber que a escola transmite o conhecimento, mas a educação e o respeito eles devem aprender em casa. Lembrando que quase nenhuma profissão existiria, se não fosse o professor.