09 de julho de 2026

Presidente da Apada reclama da falta de intérpretes em sala de aula


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Mãe membro da APADA (à direita) usa ajuda de intérprete pra fazer pronunciamento na Câmara

A presidente da Apada (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos), Carolina Malta Campos, usou a tribuna na manhã desta terça-feira, dia 18, para reclamar da falta de intértpretes para a inclusão de alunos deficientes nas salas de aula. 

Segundo ela, no início do ano, existiam nas escolas de Franca cerca de 90 intérpretes para auxiliar os alunos, mas aos poucos eles foram sendo retirados e hoje boa parte dos alunos está desassistida. "É um direito nosso ter essa inclusão. Isso prejudica os alunos e seu aprendizado."

Ela disse que já foi comunicado à Secretaria Municipal de Educação, mas ainda não houve resposta. "Eu falei sobre isso no Plano Municipal de Educação em 2015. Isso já foi discutido, mas não é colocado em prática".

Carolina pediu o apoio dos vereadores para pedir à Secretaria que regulamente a questão. O vereador Pastor Otávio (PTB) lembrou que existe uma lei municipal de 2007 que garante às pessoas com deficiencia auditiva têm o direito a serem atendidas nas repartições públicas municipais por meio da linguagem de sinais (Libras) e ainda determina o treinamento dos servidores. "Infelizmente essa lei nunca foi colocada em prática. Nem nas escolas. Os deficientes estão desassistidos. Os pais só conseguem o interprete por meio de ação judicial. Isso não tem cabimento".

O vereador Ilton Ferreira (DEM) disse que deve levar a reclamação para a Secretaria da Educação. "A lei tem que ser cumprida".

O vereador Adérmis Marini (PSDB) disse que os problemas não se restringem aos deficientes auditivos. "As crianças autistas e com outros tipos de necessidades especiais estão sofrendo com a falta de assistência. Precisamos avançar para que a inclusão ocorra de fato".