O governo do prefeito Gilson de Souza (DEM) voltou a ser alvo de críticas na sessão da Câmara nesta manhã de terça-feira, dia 3. Mais uma vez, o motivo foi a falta de atendimento das emendas do orçamento impositivo feito pelos vereadores no ano passado para vigorar em 2017.
Quem puxou as críticas foi o vereador Adérmis Marini (PSDB). Segundo ele, em uma reunião com a presença do vereador Pastor Otávio (PTB) e representantes de entidades, o prefeito Gilson de Souza teria afirmado que as emendas ainda não foram atendidas por conta da falta de resposta da Câmara. Gilson teria afirmado que enviou o projeto de lei para o Legislativo tratando da liberação dos recursos, mas o mesmo teria sido devolvido pelo Departamento Jurídico da Câmara sem leva-lo à votação.
A afirmação foi desmentida pela diretora administrativa e advogada do Legislativo Thaysa Thomazini. "Todos os projetos protocolados são lidos no expediente, analisados pelas comissões e levados à votação. Se não foi isso que aconteceu, é o porque não foi protocolado".
O Pastor Otávio criticou a demora e a confusão do governo. "As entidades estão com o chapéu na mão. Precisam de dinheiro e o governo precisa agir".
O vereador e presidente da Câmara Marco Garcia também criticou. "São tantas trapalhadas que o próprio governo cria problemas para ele mesmo. Agora acabou de contratar um coordenador legislativo mas mandou para esta casa um projeto importantíssimo de cargos com mais de 300 páginas e sem a assinatura do prefeito. Isso é gravissimo."
O líder do prefeito Ilton Ferreira (DEM) disse que antes de ser líder é vereador, mas não estava sabendo tanto da questão do orçamento impositivo quanto do projeto de cargos. "Não estava sabendo então não tenho como opinar". Ele reconheceu que precisa de um maior esclarecimento da administração.
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) disse que o governo precisa urgentemente corrigir os erros da Procuradoria do Município que encaminha os projetos para o Legislativo. Ele lembrou que houve mudanças na lei federal de repasse de recursos para entidades.
O vereador Adérmis Marini considerou grave a postura do prefeito. "É muito sério o prefeito jogar para os vereadores essa responsabilidade que não é nossa. Há necessidade de que o governo não cometa esse tipo de injustiça com a Câmara. Eu defendo que o presidente desta casa faça um questionamento ao prefeito para que ele (Gilson de Souza) esclareça a situação".
Marco Garcia disse que fará um ofício em nome da Câmara para que o prefeito esclareça os fatos.