10 de julho de 2026

Ícaro Silva brilha ao imitar cantores no 'Domingão'


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Ícaro Silva como Beyoncé

Ananhi Martinho e Isabela Rosemback
FolhaPress

Ícaro Silva deixaria até a própria Beyoncé boquiaberta com sua interpretação de "Crazy in Love", um dos maiores sucessos da diva pop, na estreia do quadro "Show dos Famosos" do "Domingão do Faustão".

O ator de 30 anos, que vive Dilson na novela "Pega Pega", arrancou aplausos ruidosos da plateia e as notas mais altas do júri, formado por Claudia Raia, Miguel Falabella e Silvio de Abreu. No quadro, ele também já representou com destreza Bob Marley, Ney Matogrosso e Alexandre Pires.

O talento para cantar já rendeu ao ator papéis de destaque em musicais -e ele parece ter um tino especial para tributos e peças biográficas. Viveu ninguém menos que Jair Rodrigues em "Elis, A Musical", papel que retomou na cinebiografia da cantora, e Wilson Simonal nas peças "S"imbora, o Musical" e "Show em Simonal".

Tanto nos palcos quanto na TV, o ator paulista chama a atenção para a importância de retratar ídolos negros. "Eu gostei de fazer a Beyoncé pela representatividade. Em um dominical, interpretar uma mulher negra foi algo que me agradou muito. Fui uma criança que cresci sem essa representatividade, que vem sendo conquistada agora. Como filho de nordestinos e negro, sei o quanto isso é importante", enfatiza.

Para viver a diva pop, o ator suou a camisa em cinco dias intensos de ensaio. "Virei "workaholic", como a própria Beyoncé. Eu dormia e até tomava banho cantando. Não dá para fazer exatamente igual, mas eu me cobro muito. Quando ganho do público a maior nota, fico ainda mais motivado", comemora ele, que divide o quadro com as feras Luiza Possi, Emanuelle Araújo, Nelson Freitas, Enzo Romani, Eriberto Leão, Samantha Schmutz e Fafá de Belém.

Levar o talento dos palcos para o telespectador que tem pouco contato com teatro é, segundo Ícaro, seu trunfo no programa. "A repercussão só reforça o quanto é importante fomentar o conteúdo artístico na TV. Meu objetivo é levar essas performances a gente que não tem acesso à arte, como pessoas de cidades menores, espalhadas pelo país.