Por nove votos a cinco, a Câmara aprovou o projeto de lei que altera as regras dos empreendimentos do Programa Minha, Casa Minha Vida.
A Câmara Municipal retomou por volta das 17h30 a votação e discussão de projetos depois de ter os trabalhos suspensos por cerca de três horas.
Os vereadores analisaram primeiro o projeto de lei que prevê uma abertura de crédito para programas de combate a dengue.
Em seguida, começaram as discussões sobre as alterações nas regras do "Minha Casa". O vereador Adérmis Marini (PSDB) foi o primeiro a usar a palavra.
Ele disse que nunca viu um projeto tão confuso e declarou voto contrário. "O governo Gilson (de Souza, DEM) foi habilidoso e, ao que parece, conseguiu os votos para aprovação. Mas o projeto é extremamente confuso e a Prefeitura não veio aqui nos explicar. Ele não tem os pareceres necessários nem a audiência pública. Então, eu sou contra. Não discuto o mérito, porque até agora ninguém veio explicar."
Em seguida, foi a vez do vereador Corrêa Neves Jr. (PSD). Ele ressaltou que o projeto, em si, não é confuso. "O que foi confusa foi sua tramitação." Ele disse que a análise do projeto precisa ser dividida em dois momentos: um antes do pedido de adiamento e depois. Afirmou que o projeto não é voltado a uma empresa específica, não envolve recursos públicos e beneficia a população. Concordou que é necessária uma melhor defesa dos projetos por parte do governo. "Eu voto favorável."
Em seguida, abriu-se a votação. Foram contra o projeto Cristina Vitorino (PRB), Adérmis Marini (PSDB), Della Motta (PTN), Tony Hill (PSDB) e Kaká (PSDB).