09 de julho de 2026

No ar há três décadas, 'Praça' deve ganhar filme


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Carlos Alberto de Nóbrega

Karina Matias
FolhaPress

São 30 anos no ar. Na mesma praça, no mesmo banco e no mesmo canal: o SBT. Foi em 7 de maio de 1987 que Carlos Alberto de Nóbrega estreou "A Praça É Nossa", programa criado pelo seu pai, Manoel de Nóbrega (1913-1976), em 1956.

O segredo do sucesso? "A gente procura fazer bem-feito, com muita disciplina e buscando melhorar sempre", afirma Nóbrega, que, aos 81 anos, nem pensa em aposentadoria.

Para Marcelo de Nóbrega, filho do apresentador e também diretor da atração, o segredo é "fazer aquilo que o povo quer". "O meu avô descobriu uma fórmula que não tem fim: transformar uma praça em um circo", diz.

Por essa "Praça", passaram personagens icônicos como a Velha Surda, do humorista Roni Rios (1936-2001), e a Vera Verão, de Jorge Lafond (1952-2003). Hoje, os destaques são Matheus Ceará (Matheus Martone), Nina (Marlei Cevada) e Paulinho Gogó (Maurício Manfrini).

Exibido às quintas-feiras, às 23h20, o humorístico costuma registrar 9 pontos de audiência, com picos de 12, ficando em segundo lugar no ranking geral. "Muitos me cobram por uma renovação, mas não posso querer mudar o que está dando certo", justifica Marcelo.

Ele antecipa que toda a história da atração, desde quando foi idealizada pelo seu avô, em Buenos Aires, na Argentina, até os dias atuais, deverá ser contada em um filme. "O lançamento está programado para o ano que vem", conta.

O título provisório, segundo ele, é "Um Banco, Uma História".

Para Marcelo, o humorístico é uma tradição da família Nóbrega. Em abril, Dalila Nóbrega, filha dele e bisneta de Manoel, começou a atuar no programa como a personagem Lila. Já Carlos Alberto afirma que o momento mais marcante desses 30 anos foi a estreia, quando pela primeira e única vez Silvio Santos apareceu na atração. "Foi um divisor de águas na minha carreira", conclui.