08 de julho de 2026

Jane chora em julgamento e diz que foi abusada


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Jane Aparecida Jardim

Vestida com um agasalho e uniforme usado na penitenciária, Jane Aparecida Jardim prestou depoimento ao juiz José Rodrigues Arimatéa e respondeu às perguntas feitas pela sua defesa. Ela disse que estava nervosa no dia, mas negou que tenha espancado o filho. "Não bati com a vassoura, nem queimei ele com cigarro. Jamais faria uma coisa dessa. Não queria matar o meu filho. De forma alguma". Em nenhum momento, ela disse que se arrependeu ou se gostava do filho.

A defesa usou a estratégia de explorar a história de vida de Jane e fez perguntas que remeteram sua infância e adolescência. A acusada disse que foi obrigada a sair de casa aos 12 anos. "O meu padrasto tentava abusar de mim. Ele me passava a mão".

Neste momento, Jane começou a chorar. Ela disse que foi morar na rua e passou a consumir drogas. Falou que teve o primeiro filho aos 14 anos.

O juiz alertou que o tema não era o motivo do julgamento. "A história de vida dela levou a essas consequências", alegou a defesa.