A Justiça concedeu a reintegração de posse da propriedade de uma mulher que teve a casa invadida ao ficar por três meses ausente.
A dona de casa Fernanda Souza Cruz acompanhou a mãe em um tratamento de saúde em São Paulo. A casa da família em Ribeirão Preto ficou fechada e quando os donos retornaram, três meses depois, Eder Fabri estava vivendo no local com sua família.
Eder alega que pagou R$ 160 mil pela casa, mas não apresentou qualquer documento que comprovasse sua história. Todos os móveis e até mesmo um carro de Fernanda haviam desaparecido. No início de fevereiro, Eder deixou a casa. Ele e a mulher responderão por furto, esbulho e ameaça.
“Houve uma primeira audiência civil, e a outra parte não foi na audiência, não compareceu, não enviou advogado e também não mandou as provas que eles tanto disseram que tinham e que provavam que eles haviam comprado a casa. Como não mandaram nada, então a juíza deu causa ganha pra gente e a reintegração de posse”, explica Fernanda ao site G1. Apesar de ter conseguido a casa de volta, ela diz que não voltará a viver no local.
“Já consegui até um termo do juiz informando que a casa nunca foi vendida, tenho toda a documentação provando que a casa sempre foi minha. Meu advogado falou que se realmente ficar provado criminalmente eles podem ser até presos e ter contas bloqueadas, mas eu sei que não vai acontecer nada. Eu estaria satisfeita se eles fossem presos”, diz Fernanda.
“Já conversei com minha mãe, e como ela é muito de idade não faria sentido deixá-la lá sozinha. Nós a trouxemos para São Paulo e meu irmão já comprou outro imóvel aqui na Capital e colocamos ela aqui. Nós vamos ou vender ou alugar, porque a gente não tem interesse, mas como a casa está vazia nós, em um primeiro momento, estamos planejando alugar”, declara a dona de casa.
“Eles podem tentar reverter a liminar, mas posso dizer que é difícil, bem difícil. Eles não compareceram à audiência e isso demonstra que realmente não há propriedade, porque quem alega que é dono briga por aquilo. Então parece que de fato não é tão verdadeiro assim”, diz Vitor Troca, delegado que defende a família de Fernanda.