A dentista Jaqueline Amboni, de 33 anos, teria confessado o assassinato do namorado Valcionir da Rosa, de 26, em Forquilhinha, Santa Catarina.
O crime, conforme o site G1, teria ocorrido na noite de 7 de dezembro de 2015. O corpo de Valcionir só foi encontrado em outubro do ano passado, em uma cova rasa, na estrada de Araranguá, ao sul de Santa Catarina. Somente agora, 1 ano e 4 meses após o crime, Jaqueline procurou a polícia e teria confessado ter matado o namorado.
À polícia, ela afirmou que tentava se defender de Valcionir, alegando que frequentemente era agredida por ele. Em depoimento, Jaqueline contou que pegou uma faca na cozinha e teria tentado se trancar no quarto, enquanto o namorado queria agredi-la. A suspeita diz ainda que antes de chegar ao quarto, ele a alcançou. "Aí ele veio, daí eu dei umas facadas nele. Ele, mesmo esfaqueado, veio para cima de mim. E aí eu dei mais algumas, não sei quantas, e aí ele ficou caído ali entre a porta do banheiro e o meu quarto", declarou ela.
Após o homicídio, a dentista foi até a casa dos pais e teve ajuda para enterrar o corpo. "'O que é que tu queres fazer, minha filha?' Diz ela assim: 'ah, pai, eu queria tirar o corpo de lá, queria dar um sumiço'. Pegamos as cobertas, enrolamos ele para cima das cobertas e puxamos. E aí conseguimos colocar ele no carro" , revelou Ademir Amboni, pai de Jaqueline. A dupla seguiu para a estrada de Araranguá, fez uma cova rasa e enterrou Valcionir.
Para não levantar suspeitas, a dentista enviou mensagens a familiares do namorado, se passando por ele e dizendo que viajaria. O corpo de Valcionir só foi localizado em outubro de 2016, mas a polícia ainda não sabia quem seria a vítima. A descoberta sobre a identidade do cadáver só aconteceu após o depoimento de Jaqueline. Para as autoridades, ela teria premeditado o crime. A hipótese da polícia é de que a dentista drogou o namorado e somente depois o esfaqueou.
Na segunda-feira, dia 8, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou Jaqueline por homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. Ademir também responderá por ocultação de cadáver. "A motivação dela foi o medo, as ameaças que ela sofria do Valcionir. Ela acabou se envolvendo numa situação que ela não conseguia sair mais, ela achou uma forma, que na mentalidade dela era mais fácil: 'vou matar ele'. Ela já vinha premeditando o crime desde o meio-dia. Ela já estava mandando mensagem [se passando pela vítima] dizendo que ia embora para o Rio Grande do Sul e que não era para procurá-lo", acrescenta o delegado Eduardo de Mendonça.
Rosa Beretta, mãe de Vacionir, se mostrou indignada. "Depois de um ano e quatro meses ela ir confessar que foi ela? A minha revolta contra ela é muito grande, eu quero justiça, eu quero ver essa mulher atrás das grades, gente! Porque o meu filho eu não vou ver mais. Não precisava ela ter feito o que ela fez", disse ela.