08 de julho de 2026

Novelas não têm modelos prontos, diz Gloria Perez


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Glória Perez é a autora de "A Força do Querer"

Fabiana Schiavon
FolhaPress

O horário das nove ganhou um novo status com o sucesso de "Avenida Brasil" (2012), que encerrou com média altíssima de 44 pontos de audiência na Grande São Paulo. Desde então, a trama mais bem-sucedida foi "Império" (2014), com média de 34 pontos.

Mas "A Força do Querer" promete dar novo fôlego ao horário. A média das três primeiras semanas da trama de Gloria Perez já conquistou 31 pontos (cada ponto equivale a 69 mil domicílios na Grande SP).

A autora, que costuma apostar em mocinhas e vilões, romances complicados e polêmicas, diz que a história precisa ter vida. "Novelas são narrativas vivas, que se constroem num diálogo, numa interação com o público. Esse é o grande barato de escrever. Novelas são folhetins, e o fato de elas serem contadas em tantos capítulos determina isso. Do folhetim não se foge", decreta Gloria.

Ela segue, destacando a importância de ser atual. "As exigências não engessam, e as novelas vão captando o ritmo de sua época, as questões que marcam seu tempo. Lógico que o público muda. Todos mudamos. Inclusive nós, os contadores de histórias."

Gloria Perez é lembrada exatamente por escolher temas que estão em alta e fazem parte do debate de cada época. As mães de aluguel foram retratadas em "Barriga de Aluguel" (1991), as experiências genéticas em "O Clone" (2002), o tráfico de mulheres em "Salve Jorge" (2012).

Agora, em "A Força do Querer", a personagem Ritinha (Isis Valverde) pratica o sereismo, Ivana (Carol Duarte) se descobre transgênero e Jeiza (Paolla Oliveira) faz as vezes da mulher empoderada. "Não somos seres estáticos. Em consequência, as histórias que contamos também mudam."