09 de julho de 2026

Protesto de encerramento da greve geral reúne 300 pessoas


| Tempo de leitura: 3 min
Manifestantes protestaram na praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro

Atualizada às 17h38

Cerca de 300 pessoas se reuniram, no fim da tarde desta sexta-feira, na praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Franca, no protesto de encerramento da greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista. Presidentes de diversos sindicatos da cidade discursaram.

Antes, os manifestantes caminharam pelas principais ruas do Centro da cidade. A Polícia Militar acompanhou e o trânsito no entorno da praça não chegou a ser bloqueado.

O encerramento aconteceu com a execução do Hino Nacional Brasileiro.



O dia
A greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência em Franca nesta manhã de sexta-feira, dia 28, causou transtornos principalmente no sistema de transporte da cidade. Logo nas primeiras horas do dia, um grupo liderado por sindicalistas da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores impediu o trânsito na Avenida Santos Dumont, na entrada do Distrito Industrial. 

Munido de cartazes, panfletos e quatro carros, o grupo de 40 pessoas todas com camisetas e bandeiras de sindicatos provocou um grande congestionamento também na Avenida Rionegro, sentido Franca Shopping/Distrito Industrial. A manifestação ali durou cerca de uma hora.

Logo em seguida, o mesmo grupo se deslocou para a Rua General Telles, no Centro, onde no cruzamento com a Rua Augusto Marques usaram os carros para impedir a passagem de veículos e o fluxo de ônibus para o Terminal Central.

Sem alternativa, os trabalhadores bastante irritados foram obrigados a descer e ir a pé até o trabalho. Rosemaria dos Santos, 63 anos, recepcionista, moradora do Leporace, foi uma das que reclamaram. “Estas manifestações não viram nada. Só servem para atrapalhar a vida da gente. Sou contra a reforma, mas preciso trabalhar”. Não foi a única. Em vários momentos, os manifestantes chegaram a bater boca com trabalhadores que reclamaram.

A paralisação na General Telles durou cerca de 40 minutos. Em seguida, o grupo ganhou a adesão de membros da União dos Comerciários e se deslocou para a Rua Monsenhor Rosa, no Centro, na porta das agências bancárias Santander, Bradesco e Caixa Econômica Federal, onde usaram o microfone para fazer ataques ao presidente Michel Temer (PMDB) e aos deputado federal Adermis Marini (PSDB) e ao senador Ayrton Sandoval (PMDB), ambos representantes de Franca no Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, em frente ao Fórum Estadual de Franca, funcionários vestidos de preto também fizeram manifestações, mas não chegaram a fechar a via.

Na área da Educação, em que também estavam previstos protestos, a manhã foi tranquila. Em Franca, por enquanto, apenas alguns alunos e professores da Escola “Orlik Luz”, no City Petrópolis, fizeram uma manifestação na porta escola. Mas a Secretaria Estadual da Educação informou por meio de sua assessoria de imprensa que nenhuma escola estadual em Franca fechou as portas. Foram registradas apenas faltas pontuais de alguns servidores.

Em Franca, as atividades de manifestação se encerraram às 10h. 

REGIÃO
Escolas de Ibiraci e Ribeirão Corrente também estão participando da greve desta sexta-feira. As aulas foram suspensas e professores e alunos estão pelas ruas das respectivas cidades.

A greve geral nacional foi convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda contra as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Para o período da tarde, às 17 horas, está prevista uma grande manifestação na Praça Central.
 

 

*Fotos: Dirceu Garcia/Comércio da Franca, Cássio Freires/Difusora AM, William Bogres/Comércio da Franca e Whatsapp GCN


*Colaboração do repórter Cássio Freires, da Difusora AM, e Edson Arantes/Comércio da Franca