Cinco anos após a morte de Chico Anysio, a viúva dele, Malga Di Paula, de 46 anos, revela que todos os dias se lembra do humorista.
Ao site Ego, ela contou que assim que Chico morreu, ficou profundamente deprimida. Conhecer Felipe Batista, de 32 anos, seu atual marido, a ajudou na superação do problema. "Fazia 13 meses que o Chico tinha partido e eu estava profundamente deprimida. Achava que jamais voltaria a me relacionar com alguém. Foi rápido, mas providencial. O Felipe veio salvar minha vida", disse ela.
"Antes de me encontrar pessoalmente com o Felipe, falei muito sobre o Chico, sobre minha ligação eterna com ele. Deixei bem claro que só iria encontrar com ele, caso entendesse isso. Ele entendeu perfeitamente e nunca falou sobre ciúme, apesar de muitas vezes eu ter chorado no ombro dele com saudades do Chico. Só alguém muito especial entende isso, e o Felipe é assim. Tive o privilégio de tê-lo encontrado", comenta Malga, que está com Felipe há 4 anos.
Ela revela que repete hábitos que pertenciam ao humorista. "Vivi um terço da minha vida ao lado do Chico. Peguei muitos hábitos, e toda hora me vejo fazendo coisas que ele fazia. Desde um filme que assisto, um livro que leio, uma comida que como... Até as superstições dele eu adotei. Por exemplo: não coloco a bolsa no chão, não dou o saleiro na mão de outra pessoa. Não há um único dia em que não me lembre dele", destacou Malga.
A viúva de Chico afirma que a parte ruim é o desenrolar judicial do inventário dos bens do humorista. "Ainda batalho para me 'me encontrar'. Chico era muito grande para deixar de existir. Se tudo relacionado ao inventário dele já tivesse sido resolvido, talvez fosse mais fácil tocar a vida adiante, mas essa pendência na Justiça é horrível. Parece que enquanto isso não se resolver, não dá para encerrar o ritual, o sepultamento, entende? É um velório sem fim. Tenho a sensação de que ele também está sofrendo com isso e quer que tudo acabe logo, para que cada pessoa envolvida siga sua vida em paz", diz ela.
Malga falou ainda sobre o Instituto Chico Anysio e que já fez pesquisas com 20 pessoas que tentam se curar de enfisema pulmonar (doença que vitimou Chico), através do recebimento de células-tronco. "Por motivos éticos, não posso passar nenhuma informação sobre o andamento da pesquisa. Mas acredito que o resultado sairá somente no final deste ano, e estou muito feliz por ver que o sonho do Chico está se tornando uma realidade. Deus queira que os resultados da pesquisa sejam positivos, para ajudar milhões de pessoas ao redor do mundo", conta ela.