07 de julho de 2026

Canivetes


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O canivete na vitrina é maior que a pressa. Interrompe a caminhada. O homem fica ali, namorando o objeto – fetiche momentâneo em meio à parafernália de bugigangas expostas. A loja oferece material para caça e pesca, ele lembra que andorinhas e antas e veados estão em extinção, os peixes desaparecem dos rios poluídos. Fica matutando e não atina que espécie de comprador mantém este comércio, a loja aberta. Aliás, não compreende a sociedade de consumo.