Um estudo concluído pelos mesmos pesquisadores que identificaram o vírus da zika aponta o que seria a “doença da urina preta” na Bahia.
Entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, mas de 50 casos aconteceram no estado, de acordo com o site G1. Foram analisados os resultados de amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes. Praticamente todos ingeriram peixe, sendo que a maioria consumiu olho de boi (Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp).
Dos 15 pacientes, 14 relataram ter consumido o alimento, a 15ª pessoa afirmou ter comido comida baiana, o que pode conter as espécies. Não foi possível determinar que substância teria causado a intoxicação. Os casos suspeitos do mesmo tipo, passam a ser tratados como doença de Haff.
Um pedaço de peixe consumido por um dos pacientes foi levado para análise em um laboratório norte-americano. O resultado ainda não foi divulgado. A doença de Haff apresenta uma dor muscular abrupta e intensa, estando associada a níveis elevados da enzima creatina fosfoquinase (CPK). Os sintomas surgem menos de 24 horas após a ingestão de peixe. Além da dor, a urina se apresenta na cor preta e há insuficiência renal.
A publicação acrescenta que os primeiros casos da doença de Haff foram relatados na Rússia e Suécia, em 1924, envolvendo diferentes peixes de água doce. Os Estados Unidos também tiveram registro da enfermidade, bem como o Amazonas. Em todos os relatos anteriores, os animais envolvidos na intoxicação eram de água doce. Apenas no caso recente, envolvendo a Bahia, os animais eram de água salgada.