Nizan Guanaes contou que, inspirado por Abílio Diniz, começou a rezar todas as manhãs. Diz que, no início, foi uma decisão intelectual, gesto de disciplina, que se faz por obrigação e pouco prazer. Todavia, aos poucos, o momento passou a ser um oásis, no meio da atribulação do seu cotidiano. Lembrei-me de minha avó materna, Ritinha, toda vez que rezava, principalmente quando a oração era a Prece de Cáritas que ela recitava de cor, com os braços abertos, olhos fechados, com especial tom de voz que era resultado da amálgama de fervor, fé, respeito, confiança e, sobretudo, certeza de estar sendo ouvida. A prece, psicografada por Mme. W. Krell na noite de Natal, em 1873 e ditada pelo espírito Cáritas, no seu original, pode ser encontrado no livro Rayonnments de la vie spirituelle: