04 de abril de 2026

Reconstituição de crime em Cravinhos teve confusão


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Itaberli Lozano, de 17 anos

A fiscal de caixa Tatiane Lozano, suspeita de matar o filho em Cravinhos, São Paulo, foi hostilizada durante a reconstituição do crime na tarde de quinta-feira, dia 2.

Ela foi presa em janeiro e é suspeita de matar e atear fogo ao corpo do filho Itaberli Lozano, de 17 anos. De acordo com o site G1, assim que Tatiane chegou à casa em que aconteceu o assassinato, um grupo de moradores a hostilizou, chamando a suspeita de assassina. Durante a reconstituição, ela negou que tenha matado o filho.

“Ela se limita a dizer que participou do ato de emboscada até o momento em que o garoto foi levado para dentro de casa. O golpe final, o esfaqueamento, ela atribui aos outros dois indicados que estão presos", destaca o delegado Helton Testi Renz. “Segundo a versão da mãe, ela trouxe o corpo logo após a prática do homicídio e retornou no dia seguinte para atear fogo. O padrasto dá uma versão divergente nesse aspecto. Ele disse que colocaram fogo no mesmo dia em que o corpo foi trazido para cá”, acrescentou o delegado.

Uma adolescente é considerada a peça chave da investigação. Ela teria relatado que foi contratada para Tatiane para "dar um susto" em Itaberli. A jovem relatou em depoimento que chamou dois amigos para realizarem a emboscada. A vítima foi atraída até a casa da mãe e ao chegar foi espancado. Para a polícia, quem esfaqueou Itaberli após o espancamento foi Tatiane, mas ela nega. Depois do crime, a mãe da vítima e o padrasto de Itaberli levaram o corpo a um canavial e atearam fogo.

Ainda na reconstituição do crime, Ana Maria Lozano, mãe de Tatiane, disse acreditar na inocência da filha. Ela diz que não havia homofobia por parte da suspeita. “Homofobia não existe. Ele era muito difícil, só que era nosso, nós amávamos, nós cuidávamos. Não era assim que os outros estão falando. Ela só fazia o que ele queria, porque amava ele”, afirma Ana Maria.

A mulher chegou a discutir com Dario Rosa, tio de Itaberli, que defende a tese de que o rapaz foi morto por homofobia. A publicação destaca que foi necessário a polícia intervir, para não ocorrer agressão. “Eu acho que a minha filha estava muito pressionada por essas pessoas que queriam pegar o Itaberli. Era muita ameaça. Nesse dia [data do crime], eu não sei se essas pessoas vieram aí de livre e espontânea vontade, mas o que eu sei é que a minha filha era prisioneira do Itaberli”, alega Ana Maria.

“Não acredito que minha filha matou, em nenhum momento eu acredito. Ela só queria que ele melhorasse. Ela falava: ‘mãe, quando ele fizer 18 anos ele vai melhorar, ele vai amadurecer, não vai mais ser rebelde’. E eu falava que sim”, finalizou ela.