10 de julho de 2026

Governista larga na frente no Equador


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Segundo pesquisas de boca de urna, Lenín Moreno, candidato do governo à Presidência do Equador, ficou na frente no primeiro turno das eleições, neste domingo (19).

Três institutos –Market, Ecuavisa e Cedatos– apontaram que haverá segundo turno, enquanto um quarto –Opina Ecuador– registrou vitória de Moreno sem nova rodada eleitoral.

Para o Market, o candidato do governo obteve 36,2% dos votos, e seu principal concorrente, o direitista Guillermo Lasso, ficou com 26,1%. A terceira colocada, Cynthia Viteri, alcançou 23,1%.

A Ecuavisa deu 39% a Moreno e 30% a Lasso. A Cedatos, 39,4% para Moreno e 30,5% para Lasso.

O Opina Ecuador apontou Moreno com 42,3%, Lasso com 27,2% e Viteri com 14,7%.As pesquisas no país não costumam ser confiáveis.

No Equador, para vencer no primeiro turno, o candidato deve obter 50% mais um voto, ou 40%, caso o segundo fique pelo menos 10 pontos percentuais atrás.

Segundo o órgão que regula as eleições no país, houve 69,58% de participação dos equatorianos.

As primeiras projeções oficiais sairiam às 22h de Brasília (20h locais), após a conclusão deste texto.

Assim que foram anunciados as pesquisas, houve festa nos "bunkers" dos dois principais candidatos.

No de Lenín Moreno, o atual presidente, Rafael Correa, abraçava seu herdeiro político em tom de vitória.No de Guillermo Lasso, os apoiadores aplaudiam e faziam festa, por considerarem o resultado de um segundo turno mais provável.

Lasso conta com o apoio dos outros seis concorrentes num enfrentamento direto com Moreno, o que o ajudaria a superar o rival.

VOTAÇÃO

A votação ocorreu com normalidade, apesar de haver filas longas na maior parte dos locais de votação visitados pela reportagem. "São muitas as escolhas que cada um tem de fazer, o voto acaba sendo muito demorado", disse Michel Ramírez, responsável por um centro de votação em Cumbayá, na região da grande Quito.

A tarde ensolarada fez com que muitos habitantes da capital fossem para os parques e praças após votar. No centro histórico, vendedores de artesanato e souvenires contaram que tiveram de madrugar para não perder o dia de trabalho.

Já na periferia, também madrugaram os vendedores ambulantes de comida, como em La Argelia, onde Sonia Simbraña, 39, disse que só iria votar no fim do dia. "Minha prioridade hoje era ter bastante coisa pronta para vender. Acordei cedo para cozinhar, fiz humitas, feijão, caldos. Em dia de votação, as pessoas não têm tempo de cozinhar em casa, então precisam almoçar na rua. Quando saem do voto, já estou com tudo pronto", explicou, sorridente. De fato, a barraca de Simbraña era das mais concorridas na saída do centro de votação local.

CORREA

Rafael Correa votou pela manhã, declarou estar certo de que não haveria segundo turno e que seu candidato, Moreno, seria eleito já no primeiro turno.

Disse também já estar "nostálgico" com relação ao fato de ter de deixar o cargo que ocupou por dez anos –o mandatário venceu três eleições, 2006, 2009 e 2013.

"Quando assumi, encontrei uma sociedade destroçada e desesperançada. Hoje vejo nos rostos das pessoas o orgulho de serem equatorianos", afirmou, após votar, numa escola do norte da capital.

Acompanhado por vários seguranças e um grupo de correligionários que gritava seu nome, o presidente atuou quase como um candidato, carregando bebês e cumprimentando os votantes.