Uma criança morreu baleada enquanto brincava em Guarapari, Espírito Santo, na noite de terça-feira, dia 14.
O garoto de 6 anos foi socorrido, mas não sobreviveu ao ferimento, segundo o site G1. De acordo com testemunhas, os tiros partiram de um carro modelo Corsa, de cor prata, que passava pela rua em que a criança brincava, no bairro Adalberto Simão Nader.
A publicação apurou que o menino estava com uma pipa na mão e ao ouvir os disparos tentou correr, mas foi atingido nas costas. "Foram muitos tiros. Os caras passaram de carro sem falar nada, sem abordar ninguém. Só atiraram e acertaram o menino. Ele estava agonizando de dor quando peguei ele no colo para levá-lo ao hospital. E a mãe dele chegou logo depois, desesperada, inconsolável", relata um morador, que prefere manter o anonimato.
O menino foi socorrido ao Hospital Infantil Francisco de Assis e chegou com vida à instituição, mas não resistiu. Uma auxiliar de serviços gerais, que também prefere não se identificar, contou que houve correira e pânico no momento dos tiros. "Meu filho estava na escolinha de futebol perto do local onde a criança foi baleada. Fiquei desesperada com a notícia achando que era ele. Só fiquei mais calma quando soube que ele tinha corrido para a casa do avô, que fica perto. Tinha muita criança na rua e houve correria e muito pânico. O menino atingido era conhecido por aqui. Ele estava sempre na rua brincando", destacou ela
A auxiliar de serviços gerais acredita que os tiros tenham partido de gangues rivais que estão em confronto. "Infelizmente essa é uma situação comum em nosso bairro. Gangues de outros lugares invadem e brigam com as gangues daqui. Tudo por causa do tráfico. Mas nos últimos dias, com a greve dos PMs, esses tiroteios aumentaram. Sabemos que o Exército e a Força Nacional estão nos bairros nobres, mas aqui eu só vi uma vez. Não nos sentimos seguros. Tanto que até mesmo após o crime nenhum carro de polícia ou Exército apareceu aqui", acrescentou ela.
A reportagem do G1 tentou contatar a Secretaria de Estado da Segurança (Sesp), mas não obteve retorno. Durante a noite, moradores protestaram contra a insegurança no bairro, fecharam as entradas da região e colocaram fogo em pneus.