A prisão do ex-bilionário Eike Batista, na manhã de segunda-feira, 30, engrossou a lista de empresários e políticos poderosos que estão atrás das grades. Todos são alvos da operação Lava Jato. Veja a lista:
Antônio Palocci, 56 anos
Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), respectivamente, foi preso no dia 26 de setembro de 2016 acusado de receber propina da Odebrecht para defender os interesses da empreiteira em projetos do governo federal nos governos Lula e Dilma.
Eduardo Cunha, 58 anos
Ex-presidente da Câmara Federal, foi preso no dia 19 de outubro de 2016, acusado de receber propina de um contrato de um campo de petróleo na África e de usar uma conta na Suíça para lavagem de dinheiro.
Eike Batista, 60 anos
Criador do grupo EBX é suspeito de ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Procuradores da República não informaram quais vantagens o empresário teve ao pagar a propina. Em 2012, Eike Batista era o sétimo homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões.
José Dirceu, 70 anos
Ex-ministro da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é acusado de receber propina de fornecedores da Petrobras. Já foi condenado em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná, a 20 anos e 10 meses de prisão.
Léo Pinheiro, 65 anos
O empreiteiro José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, sócio da OAS, está preso em Curitiba (PR). Foi condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de propinas da Petrobras.
Marcelo Odebrecht, 48 anos
Ex-presidente e herdeiro do grupo empresarial Odebrecht, foi preso no dia 19 de junho de 2015 e continua atrás das grades até hoje. É acusado de chefiar o cartel de empresas que pagavam propina em troca de contratos com a Petrobras.
Sérgio Cabral, 54 anos
Ex-governador do Rio de Janeiro, está na cadeia desde o dia 17 de novembro de 2016, acusado de participar de esquema de corrupção em obras públicas quando governava o Estado fluminense.