11 de julho de 2026

Três funcionários são condenados por morte de adolescente no Hopi Hari


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Gabriela Yukari Nichimura

Três funcionários do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, São Paulo, foram condenados pela Justiça por conta da morte da estudante Gabriela Yukari Nichimura em fevereiro de 2012.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) afirma que os réus receberam sentença de 2 anos e 8 meses de prisão, mas o juiz reverteu a mesma em prestação de serviços à comunidade e pagamento de salário mínimo a uma entidade social.

De acordo com o TJ-SP, outros 5 funcionários foram absolvidos. "Os acusados foram denunciados porque se omitiram ao deixar de tomar os cuidados para impedir a utilização da cadeira – desativada há mais de dez anos –, que não possuía cinto de segurança e que havia apresentado problemas no colete de proteção no dia do incidente", diz o texto da nota. Ao todo, 12 pessoas foram julgadas no processo.

O promotor Rogério Sanches diz que o processo foi desmembrado e a condenação publicada se refere apenas aos funcionários que trabalhavam na operação e manutenção do brinquedo do qual a adolescente caiu. Os demais réus são ex-diretores e o ex-presidente do parque e ainda serão julgados. Para Sanches, a condenação foi justa.

"Finalmente sai a primeira condenação desse caso. É uma condenação justa, porque a pena máxima é de três anos e ela foi de dois anos e oito meses. Reverter para serviços comunitários é normal porque se trata de um homicídio culposo e a gente não pode colocar no sistema prisional brasileiro um réu por homicídio culposo", explicou o promotor ao site G1.

A publicação tentou contato com a assessoria do parque, mas não obteve retorno. A morte de Gabriela aconteceu quando a garota estava no brinquedo La Tour Eiffel. Na atração, os visitantes ficam parados por 2 segundos a uma altura de 23 andares e em seguida, o assento despenca em queda livre, a uma velocidade de 94 km/h.