09 de julho de 2026

Pais denunciam professora que definiu morte de menina Sofia como 'justiça divina'


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Sofia Lara, de 2 anos, foi morta por uma bala perdida, no Rio de Janeiro

Os pais da menina Sofia Lara, de 2 anos, morta por uma bala perdida, estão na Delegacia de Repressão a Crimes de Informáticas (DRCI) para se informarem sobre como podem denunciar a professora Denise Oliveira.

Denise usou as redes sociais para definir a morte de Sofia como "justiça divina" e acusar o policial militar do 16º BPM (Olaria) Felipe Fernandes, de 34 anos, pai da menina, de ter participado da morte de 5 jovens em Costa Barros, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O casal registrou a queixa como calúnia, segundo o site Extra. "Perdi minha filha e ainda tenho que passar por isso, ler essas coisas. Porque assim, eu vou ser muito sincera com você: não estou com tanto ódio do bandido (que disparou a bala perdida que atingiu Sofia). Ele não pensou: 'vou matar uma criança'. Mas essa mulher riu de uma criança morta. É inaceitável. Em momento algum minha filha vai pagar por morte de ninguém. Ela é um anjinho. Essa mulher nos agrediu física e moralmente", desabafou Hérica Fernandes, de 33 anos, mãe de Sofia.

Ela diz que Denise teria enviado por Facebook um pedido de desculpas. "Ela falou que não é mãe e tal, não tem noção da dor de uma mãe. Mas não é questão de perdoar ou não. Quero que ela pague na Justiça pelo que fez", contou Hérica.

"Ela estava denegrindo, de certa forma, a imagem da instituição Polícia Militar. Não pode generalizar o erro, ou não, de colegas. Minha esposa se sentiu muito ofendida", afirmou Felipe. Além de dizer que a morte da menina era uma "justiça divina" e acusar Felipe das mortes corridas em novembro de 2015, a professora de História da rede estadual do Rio disse que "ontem a dor de uma família, hoje a dor é na sua família".

Além de não ser do batalhão citado por Denise, Felipe sequer é acusado do crime citado pela professora. A postagem de Denise foi bastante criticada e perfil da professora no Facebook foi retirado do ar. A Secretaria Estadual de Educação informou em nota que vai abrir sindicância para apurar a conduta de Denise. A professora não pderá voltar ao trabalho até que a sindicância termine.

"A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) ao tomar conhecimento imediatamente instaurou comissão de sindicância para apurar o ocorrido. A Seeduc informa, ainda, que as escolas de sua rede estão em período de férias e tanto o diretor da unidade de ensino em que a docente trabalha quanto a direção regional foram orientados a não alocarem a professora até o fim da sindicância", diz a nota.

Procurada pela publicação, a professora afirmou que não tinha a intenção de ofender e que fez apenas "uma analogia entre as família destruídas pela violência": "Eu gostaria de esclarecer que em nenhum momento faltei com o respeito a menina Sofia (sic), a qual chamo de anjo. O que eu fiz foi uma analogia entre as família (sic) destruídas pela violência. Não sei pq as pessoas deram esse vulto todo a um post, que não tinha a menor intenção de ofender ninguém. Eu exclui meu face, e não pretendo voltar a ativa lo (sic). As pessoas não conseguem fazer uma simples interpretação de texto. Estou assustada com tudo isso", diz a professora.