Uma passeata foi realizada em Cravinhos, cidade do interior de São Paulo, no domingo, dia 15.
Os moradores que participaram da manifestação se reuniram na frente ao cemitério da cidade e seguiram para a estação de Cravinhos. Um dos organizadores da passeata explicou que apesar de nem todos terem conhecido o jovem Itaberli Lozano muito bem, eles tiveram contato com o rapaz e ficaram inconformados com a confissão da mãe dele, que admitiu ter matado o filho.
“Objetivo da gente aqui é pregar o amor e a paz. Nós fizemos uma concentração na frente do cemitério e seguimos pela principal via da cidade que é a Avenida Pedro Duarte Amoroso. Nesse ato não fizemos ataques e somente menções de amor. Falamos sobre os índices de violência no País e tivemos ONGs que falaram sobre homofobia. tudo sem atacar e sem julgamento”, explicou Raphael Braga ao site G1.
“A maioria de nós não tinha contato direto [com ele], mas como a cidade é pequena e por ele ter trabalhado em supermercado e tudo mais a maioria das pessoas tiveram algum tipo de contato com ele e isso veio realmente pela comoção que tomou a cidade”, acrescenta ele.
Cerca de 200 pessoas participaram da passeata. Itaberli foi morto aos 17 anos, no final de 2016. O corpo do rapaz foi encontrado carbonizado em um matagal e a mãe do rapaz admitiu ter discutido com ele e assassinado o filho.
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