Uma policial civil atirou na direção de uma festa, incomodada com o barulho e atingiu um copeira na cabeça.
A vítima tem 45 anos e está internada em estado grave no Hospital Cajuru, em Curitiba, Paraná. O caso aconteceu na sexta-feira, dia 23, segundo o site G1. De acordo com a Polícia Civil, a investigadora do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) estava em casa quando disparou na direção do estacionamento de uma restaurante que realizava a festa de confraternização de uma empresa, no Centro Cívico.
A copeira perdeu massa encefálica e permanece na UTI do hospital, com risco de morte. O advogado da policial civil procurou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no final de semana para dizer que sua cliente iria à polícia. Ela compareceu à delegacia na segunda-feira, dia 26. A investigadora admitiu ter feito o disparo, mas negou que tivesse a intenção de ferir alguém. Ela acrescentou que atirou para cima e a bala ricocheteou, atingindo a copeira.
A policial afirmou ter disparado pois estava incomodada com o barulho da festa, uma vez que está com a mãe em casa e a genitora está abalada pela recente perda do marido. A perícia da PC concluiu que o tiro que atingiu a copeira partiu da arma da investigadora. Ela responderá por tentativa de homicídio em dolo eventual (quando não há a intenção de matar, mas o autor assume o risco). Após o depoimento, a policial foi liberada e realiza apenas serviços administrativos.
Leia na íntegra a nota da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp):
"Referente ao caso da mulher de 45 anos, baleada na cabeça na madrugada de sexta-feira (23), no Centro Cívico, a Polícia Civil informa que na manhã desta segunda-feira (26), uma investigadora lotada no Núcleo de Proteção a Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), se apresentou na Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) - que investiga o caso -, confessando ter sido ela a autora dos disparos. Por enquanto, ela responderá ao inquérito policial em liberdade.Paralelamente, será aberto um processo administrativo disciplinar através da Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC) para apurar eventuais responsabilidades da servidora. A polícial ficará afastada de suas funções exercendo apenas trabalhos administrativos.A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado."