10 de julho de 2026

Jovem é morta com taco de beisebol por gerente de bar


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Débora era natural de Cáceres, no Mato Grosso, mas morava em São Paulo

Uma jovem de 23 anos foi morta dentro de um bar da Mooca, Zona Leste de São Paulo.

O comerciante e dono do bar em que o crime aconteceu, Delano Ruiz Liger, de 34 anos, procurou a polícia no final da tarde de quarta-feira, dia 14, para denunciar o crime. De acordo com a Polícia Civil, Delano teria relatado que naquele dia, por volta das 7h30, recebeu uma ligação do primo, Willy Gorayeb Liger, de 27 anos. O jovem, que trabalhava como gerente do estabelecimento, dizia que iria ao bar de Delano com duas mulheres. Cerca de 2 horas depois, o dono foi ao estabelecimento retirar engradados de cerveja e encontrou Willy, duas mulheres e dois homens no local. Delano foi auxiliado pelo primo a retirar os engradados e pediu que o grupo deixasse o bar.

Segundo o site Carta Capital, Delano afirmou à polícia que Willy voltou a ligar por volta das 12h, dizendo que havia "perdido a cabeça" e matado uma das moças que estava no local. O dono ainda sugeriu ao primo que tentasse salvar a jovem, mas Willy disse "de forma calma" que não adiantaria. Em seguida, o primo explicou ter golpeado a vítima na cabeça com um taco de beisebol, pedindo ainda que Delano não abrisse o bar naquele dia, nem alertasse a polícia, pois tinha a intenção de sumir com o corpo da jovem.

O dono do bar afirmou ter se apavorado e retornado para casa a fim de conversar com sua mulher. Willy continuava ligando e pedindo que Delano não o denunciasse e nem abrisse o bar. Aproximadamente às 14h, o dono do bar ligou para outro primo, que é policial civil. A dupla conversou e decidiu acionar um advogado e ir até uma delegacia.

Segundo a publicação, o BO foi realizado no 18º DP às 17h23. A polícia foi até o bar e encontrou o corpo de Débora Soriano de Melo, de 23 anos, sem calcinha e com a saia levantada na altura do quadril, indicando que a vítima teria sido estuprada. As parte íntimas, rosto e cabeça apresentavam hematomas e, no pescoço da jovem foram encontrados fios enrolados.

Um bastão preto foi encontrado no local, sendo a possível arma do crime. Débora era natural de Cáceres, no Mato Grosso, mas morava em São Paulo. A jovem estava ligada a movimentos sociais em defesa das mulheres como a UJS (União da Juventude Socialista) e a UBM (União Brasileira de Mulheres).

Willy está foragido e já era procurado pela polícia antes do crime. Contra ele havia um mandado de prisão por crimes de estupro e roubo. Além de procurar pelo autor do homicídio, a polícia tenta identificar as outras pessoas que estavam no bar no dia do crime.