09 de julho de 2026

Fim da Feac está praticamente definido por Gilson


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O prédio da Casa da Cultura, no Centro abriga hoje a Feac

A Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura) deve mesmo ser eliminada pelo governo de Gilson de Souza. Criada pelo ex-prefeito Sidnei Rocha, a fundação é tratada como secretaria e funciona hoje no prédio da Casa da Cultura, no Centro de Franca. 

O fim da Feac já é tido como certo pela equipe. A escolha do maestro Nazir Bittar para comandar a Cultura (ele terá cargo de diretor de Cultura) deixou evidenciado ainda mais o fechamento da Feac. Silma de Alcantara, nova secretária de Educação, afirmou ao programa Show da Manhã, da Difusora, que a ação já está praticamente definida. Os trabalhos desenvolvidos pela fundação serão redirecionados para a Secretaria de Educação.

Na semana passada, o futuro secretário de Finanças, Sebastião Ananias, que também é o chefe da transição, já havia tocado no assunto. O orçamento da Feac previsto para o ano que vem é maior que o da Secretaria Municipal de Desenvolvimento. Para a fundação, o orçamento aprovado pelos vereadores e feito pelo atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) prevê mais de R$ 9 milhões, já para o Desenvolvimento fica na casa dos R$ 8 milhões. “É muito dinheiro que ainda não conseguimos saber se está sendo de fato bem aplicado”, disse Ananias.

FEAC

Durante o governo de Alexandre Ferreira, os problemas envolvendo a Feac ficaram ainda mais evidenciados. Diversas polêmicas e problemas administrativos foram apontados.

Em 2015, A Justiça de Franca condenou três funcionários da Feac por desvio de recursos. A ação foi proposta pelo Ministério Público do Estado, em 2010. Nela, o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges acusou os então servidores Carlos Roberto Coelho, João Batista Enciso Junior e Rosalvo de Almeida Filho de se unirem para praticar uma fraude nos Jogos da Primavera de 2008.

Ainda em 2015, um “erro” em um festival gerou polêmica com a diretora de Cultura Karina Gera.

Outra irregularidade foi constatada pelo Ministério Público em 2014. O então presidente da comissão de compras, João Maciel de Faria Martos, foi acusado, entre outras ilegalidades, de fraudar processos licitatórios destinados à contratação de alimentação para realização e/ou participação do município em diversos eventos.

Uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi sugerida na Câmara Municipal para apurar as irregularidades, mas o assunto nunca prosperou.