A princípio, o pintor Denny de Queiroz Pires não queria comentar o crime. Disse que se manteria em silêncio, mas mudou de ideia em poucos segundos. Diante dos repórteres, com um semblante inexpressivo, confessou ter matado Ana Cláudia, com quem se relacionou por um ano e meio e estava separado há três meses.
Por que você matou a Ana Cláudia?
Ela afetou minha moral. Provocou e pediu isso a partir do momento que insinuava e estava com outras pessoas perto de mim. Ficava com outras pessoas e me humilhou mesmo depois de separados.
Quando decidiu matá-la e como fez?
Foi depois de uma briga na casa onde a gente ficava, no Jardim Guanabara. Usei a força que o demônio me deu e a falta de juízo. Peguei um bisturi que tinha furtado e passei no pescoço. Consumi mais droga e dormi. No dia seguinte, decidi me livrar do corpo. Foi aí que peguei um machado.
Por que esquartejou o corpo?
Era o jeito mais fácil de transportar. Picotei assim porque não tenho carro e não tinha como carregar o corpo nas costas. Separei nos sacos e larguei nesses lugares. A taxista nem sabia o que ela estava transportando quando chamei.
Você se arrepende?
Agora que a ficha está caindo. Estou arrependido. Acho que foram a falta de sanidade, substância na cabeça e o demônio no corpo. Não queria, mas não tive outra saída.