Mais uma vez, os pacientes que precisaram de atendimento de urgência no Pronto-socorro "Alvaro Azzuz" sofreram. Desde a manhã desta quinta-feira, o número de médicos é insuficiente para atender toda a demanda. Mais de 50 pessoas aguardam, algumas desde às 9 horas. Sem lugar para todos, as pessoas aguardam o atendimento deitados no chão da sala de recepção ou sentados do lado de fora. Por conta da demora, houve bate-boca e confusão entre pacientes e servidores. O reforço da Polícia Militar foi requisitado.
O sapateiro Mauro Vilela Rodrigues, morador no Jardim Palma, está no PS desde às 10 horas. Com dores por todo o corpo e pressão muito baixa, ele ainda não foi atendido pelo médico. "Eu fui pedir para que eu pudesse aguarda em uma maca e a enfermeira disse que não podia fazer nada. Não consigo ficar sentado. Estou deitado esperando chamarem meu nome", disse. Ele e outros pacientes procuraram a ouvidoria da Secretaria de Saúde para registrar uma queixa, mas disseram que lá a atendente disse que eles precisariam apresentar diversos documentos e a reclamação só seria processada amanhã. "Não adianta nada. Queremos que esse absurdo seja resolvido agora".