11 de julho de 2026

Polícia investiga negligência em caso de gêmeas natimortas


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Luana Ana Chaves, de 21 anos, estava grávida de gêmeas

O caso de uma mulher grávida que perdeu as gêmeas que esperava será investigado pela polícia.

Luana Ana Chaves, de 21 anos, estava grávida de gêmeas e a cesárea foi realizada no dia 8 de novembro, em São Joaquim da Barra, segundo o site G1. A gestação já estava na 38ª semana e a família de Luana registrou um boletim de ocorrência por omissão de socorro.

Os familiares alegam que houve negligência da equipe médica, uma vez que a gestante foi liberada por pelo menos duas vezes antes do parto, mesmo apresentando dores e sangramentos constantes. A Santa Casa de São Joaquim da Barra, onde o parto foi realizado, diz que está apurando o caso e acrescentou que a responsabilidade do parto é do médico.

A cunhada de Luana, Letícia Campos da Silva Barbosa, de 22 anos, contou ao G1 que a jovem estava bem até os 7 meses de gestação, fase em que começaram os sangramentos e perda de líquido. Letícia afirma que devido aos problemas, Luana foi internada em 31 de outubro e ficou até 4 de novembro na Santa Casa. "Nesse período ela teve um pequeno sangramento, falaram que era normal. Eles acompanhavam o batimento o dia todo, garantiram que estava normal", lembra a cunhada.

No dia 5 de novembro, Luana teve dores fortes e voltou ao hospital. "Não conseguia nem andar. Conseguimos colocá-la no carro e ela gritando de dor", cita Letícia. De acordo com a cunhada, a família pedia ao médico que a gestante fosse levada à sala de cirurgia para realizar o parto. O profissional, no entanto, afirmou que não era o momento do parto e receitou um remédio contra dilatação.

"Mesmo com dor, ela foi pra casa, eles a liberaram. Fizeram ultrassom e toque nela e mandaram pra casa falando que estava tudo bem, pra ela tentar aguentar mais um pouco, porque estava muito cedo e ela foi pra casa no domingo (6)", disse a cunhada.

No dia 8, Luana apresentou um forte sangramento enquanto urinava e mais uma vez foi levada à Santa Casa. A família diz que foi informada na instituição de que os bebês estavam mortos há dois dias. Por volta das 20h, o parto das meninas natimortas foi realizado.

"O plantonista que a atendeu fez toque, disse que podia ser normal por causa do tampão [mucoso, que fecha o colo do útero e o proteger durante a gestação], mas quando fez o ultrassom não tinha mais coraçãozinho", acrescenta Letícia.

Além do boletim de ocorrência, a família solicitou por conta própria um exame necroscópico para descobrir a causa da morte das gêmeas. Letícia diz que o laudo sai em 2 semanas. A Santa Casa alega que não foi notificada pela gestante ou familiares sobre alguma insatisfação quanto ao atendimento, mas desde que soube do caso, por meio da mídia, abriu um inquérito.