A primeira vez que procurei meu nome numa lista de vestibular, há exatamente sete anos, o resultado ultrapassou uma rotina de estudos tanto em casa junto da supervisão de um professor de matemática, quanto acompanhando semanalmente a turma de reforço em geometria na escola. Eu fiquei mal colocada na segunda fase da prova devido à minha falta de amor pelas exatas. Nas disciplinas de humanidades nem precisa perguntar como eu fui, essas foram as matérias que me colocaram dentro da universidade pública, mas as exatas declinaram bruscamente meu desempenho. E quando o resultado saiu, meu pai me ligou eufórico querendo saber a minha colocação. Minha avó paterna foi professora de matemática, meu avô é contador, e meu pai era professor de exatas em um cursinho em São Bernardo do Campo, e eu fiz jus ao ditado que em casa de ferreiro o espeto é de pau.