“Lutamos com a tristeza de sua partida. Perdemos nosso companheiro, marido amado, excelente pai, avô amoroso”
Morreu às 15h30 no dia 31 de outubro, no Hospital São Joaquim/Unimed, o conhecido policial militar José de Araújo Souza. Em 2011, diagnosticado com câncer, submeteu-se aos tratamentos possíveis e teve três anos de boa qualidade de vida. “Há dois anos ele enfrentou recrudescimento da doença. Determinado como sempre foi, voltou a procurar ajuda médica, pelo menos até ser informado que deveria passar por cirurgia delicada. Decidiu-se por não fazê-la, e nós o respeitamos. Até tentamos demovê-lo, mas ele foi sempre irredutível. Nos últimos meses, sofreu. Teve duas internações nas últimas semanas. Na primeira, encontrou conforto e voltou à nossa casa. Na segunda, a doença o consumiu e o levou”, disse sua viúva, Maria Luiza.
Era francano e viveu sua vida profissional nos quadros da Polícia Militar. Formou-se em Marília (SP) e lá trabalhou por vários anos. Depois, foi atuar em São Paulo. Passados três anos, conseguiu transferência para Franca. Aqui, trabalhou no Fórum Alberto de Azevedo, junto à Magistratura e à Promotoria. “José fez incontáveis amigos. Como policial militar era cumpridor de seus deveres e completamente dedicado à função. Foi um PM humanista, capaz de preocupar-se com as pessoas comuns. Suas amizades, as tinha dentre pessoas qualificadas da vida da cidade, mas também, com gente simples que gostava dele por sua forma educada de ser”, disse Maria.
Com ela, teve oito anos de namoro e noivado até o casamento, que aconteceu há 38 anos. Do enlace, quatro filhas, as gêmeas Tatiana, casada com Wellington Carrasco de Pádua, empresários diretores de Calçados Tonifran; e Tassiana, ’chocolatier’ com atuação nacional para a multinacional Barry Callebaut, casada com Anderson Pereira; Luciana, casada com Daniel Carrasco Freitas, ela estilista, ele diretor da Stefanello Calçados; e Adriana, diretora do salão Estúdio 3, casada com Tales Eduardo Silva Santos, que também atua na indústria calçadista. Dos casamentos das filhas, Maria e José tiveram cinco netos, Bianca, Heitor, Gustavo, Leonardo e Ana Luísa.
“Em casa, o militar José se tornava marido amado e paizão sempre pronto a auxiliar em tudo, a decidir o que fosse melhor para a família. Foi muito ciumento de mim e de nossas filhas. Quando algum amigo das meninas nos visitava, já deixava claro que ‘a espingarda estava ali, bem próxima, e que como militar, não pensaria duas vezes em usá-la’. Dizia de rosto fechado, mas logo se abria e dava boas vindas. Não havia quem não gostasse dele e de seu jeito”, disse sua viúva.
Aposentou-se há 28 anos. “Somos eu e ele, muito caseiros. Fomos muito felizes. Praticamente não houve final de semana sem encontros de família. Estivemos sempre próximos dos genros, auxiliando no que precisavam, cuidando dos netos para que nossas filhas e eles pudessem realizar seus projetos. Ele foi o avô das ‘balinhas’. Sempre as tinha nos bolsos. Não adiantava as meninas ‘proibirem’ doces – ‘dão cárie’ - para as crianças. José fingia que não ouvia e lá vinham as balinhas”, recordou-se, emocionada, Maria Luiza.
“Hoje, há um grande vazio em torno de nós. Temos consciência que ele descansou, mas nós lutamos com a tristeza de sua partida. Perdemos nosso companheiro, marido amado, excelente pai, avô amoroso. Está com Deus, certamente”, concluiu sua viúva.
Velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceu às 16 horas do dia primeiro de novembro, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.