’Mamãe foi um mulher notável, à frente de seu tempo. Era nossa fortaleza’
Morreu em casa, às 14h30 do dia 11, a senhora Isolina Comparini Tasso. Tinha 94 anos. Nos últimos anos, sempre sob cuidados de suas filhas, dona Isolina enfrentou e venceu vários problemas de saúde. “Mamãe permaneceu lúcida e muito atenta ao que se passava perto dela. Há algumas semanas, caiu e teve fratura de fêmur. A levamos ao hospital e o médico Marcos Bruxelas de Freitas, que acompanhou sua saúde por 10 anos, lhe falou sobre necessidade urgente de cirurgia. Pesados os prós e os contras — mamãe já tinha idade avançada e procedimento cirúrgico, embora necessário e vital, poderia vencer definitivamente sua capacidade de superação. Ela se decidiu por ir para casa”, disse Maria Aparecida, uma das filha.
“Recolheu-se à cama e o dr. Marcos não se esqueceu dela. Cuidava como faria com sua própria mãe, e somos muito gratas a ele por tal dedicação. Há quinze dias, depois de recolher-se a repouso absoluto, até conseguiu ensaiar pequenos passos, amparada por mim e minha irmã Rita. Estávamos felizes, mas mamãe pegou pneumonia e seu organismo se debilitou rapidamente. Acreditamos que Nossa Senhora Aparecida, a quem ela tinha prometido que dia 12 de outubro iria à Capelinha agradecer por sua saúde, resolveu diferente, e veio buscá-la para leva-la para o céu. Partiu tranquila”, disse Maria.
Era filha de Antônio Comparini e Páscoa Fanan, ele, italiano nascido em Verona; e irmã de Arlindo, já falecido; Zezinho, Ana Maria e Luzia. Estava viúva de Oswaldo Tasso. “Sempre fomos pobres. Papai se tornou conhecido com o ‘enfermeiro das bicicletas’, trabalhando com o saudoso sr. Antônio Alves Júnior, o ‘doutor das bicicletas’ que também foi comissário de menores em Franca. Depois, empregou-se como responsável pelas projeções de cinema do Cine São Luiz e Avenida. Adorava o que fazia e a gente também adorava. Quantas vezes fomos com ele às salas de projeção. Paralelamente, também esteve empregado em Calçados Luizinho”, contou a filha.
Em busca de melhores oportunidades de vida, a família se mudou para a capital paulista, ele empregado pelo clube de funcionários da Rhodia. D. Isolina conquistou emprego de cozinheira da diretoria da Chevrolet, em Santo André. “Vivemos 30 anos em São Paulo. Papai morreu em 1992, e mamãe decidiu que voltaria, com a gente, para Franca. Sua determinação perante a vida nos norteou em tudo o que fizemos. Eu trabalhei como funcionária pública estadual. Minha irmã continuou exercitando, aqui, seu trabalho no escritório brasileiro de divulgação das mensagens de N.S. de Medjugorje. Acho que voltará a fazê-lo agora, com a partida de mamãe”, disse Maria Aparecida.
A família fez questão de agradecer ao Ministro da Eucaristia Camilo, da Igreja de N.S. das Graças, ele que levou comunhão a Isolina em sua casa, durante o período em que ela ficou acamada. Também, a Frei Dito, pároco da mesma igreja, “um padre especial, que todos respeitamos muito”, por estar com a matriarca nos dias que antecederam sua morte, ungindo-a com a Extrema Unção.
“Mamãe, realmente, foi um mulher notável, à frente de seu tempo. Era nossa fortaleza e foi também determinante na vida de seus pais, ajudando na criação dos irmãos. Como aprendemos com ela, é preciso combater o bom combate sempre. Está com Deus”, concluiu a filha.
Velório ocorreu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu dia 12, 10 horas, no Cemitério da Saudade. Nesta segunda-feira, será celebrada missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma, 19 horas, na Igreja de N.S. das Graças.