Um açougueiro confessou ter matado a noiva em Campinas, São Paulo, no dia 2 de setembro.
O delegado Rui Pegolo esclareceu ao site Correio Popular que a confissão aconteceu depois de 4 horas de interrogatório com o açougueiro Robson Souza Costa, de 32 anos. “Ele falou que um amigo teria revelado informalmente a ele as notícias, as conversas que Priscila estava tendo com um suposto amante. Então falei: ‘Já que tem essa pessoa, vamos lá que eu quero checar essa pessoa’. Ele falou: ‘Olha, essa pessoa não existe na verdade. Essa pessoa sou eu mesmo’”, cita o delegado.
Pegolo acredita que Robson foi ardiloso, uma vez que o açougueiro chegou a registrar o desaparecimento de Priscila Cristina Pupo, de 26 anos, e espalhar cartazes com foto da noiva. Por três vezes, Robson teria usado o Facebook da vítima se passando por ela e escrevendo mensagens para tranquilizar parentes. O método levantou suspeitas dos familiares, que pediam chamadas de vídeo, fotos ou perguntavam sobre assuntos que somente a vítima saberia a resposta. Estes pedidos nunca eram atendidos.
Na data do crime, o casal combinou um jantar romântico. A filha deles, de 1 ano e 8 meses, bem como o enteado de Robson, de 8 anos, ficariam na casa do avô materno. Antes de levar as crianças para a casa do avô, o açougueiro teria visto uma conversa de Priscila no celular com outro homem. Depois de deixar as crianças no local combinado, Robson voltou e matou a noiva com um golpe no pescoço.
Em sua confissão, 40 dias depois do desaparecimento da jovem, o suspeito disse ter escondido o corpo de Priscila por três dias em casa e depois queimado e enterrado em um matagal. Robson está preso temporariamente por 30 dias, mas sua prisão preventiva será pedida.
O casamento civil do suspeito com a vítima aconteceria 13 dias depois da data em que ocorreu o crime. A filha do casal está com a família de Robson, enquanto que o enteado do suspeito está com o pai, ex-marido da vítima.