11 de julho de 2026

Menor lamenta não ter matado adolescente após tortura: 'Somos frouxas'


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Uma adolescente de 14 anos foi torturada por outras 4 jovens em Trindade, Goiás

Uma adolescente de 14 anos foi torturada por outras 4 jovens em Trindade, Goiás. No dia 29 de setembro, a vítima foi atraída até a casa de uma das autoras das agressões, que inventou que no local aconteceria uma festa. Quando chegou na residência, a vítima foi esfaqueada e agredida com um pedaço de pau e um facão durante cerca de 4 horas.

As adolescentes, que tem entre 13 e 16 anos, fizeram até mesmo uma cova no local e ameaçavam enterrar a vítima ali, além de gravarem toda a violência. “Elas me chamaram até a casa delas e, chegando lá, elas começaram a me bater, me amarraram, me mostraram onde eu iria ser enterrada. Nisso, me deram uma facada e me colocaram na cova. Pensava só que eu ia morrer", declarou a vítima.

Todas as envolvidas se conhecem e estudam na mesma escola. A adolescente agredida e torturada conseguiu fugir em um momento de distração das agressoras, que a deixaram sozinha enquanto lavavam as mãos ensanguentadas.

De acordo com a delegada Renata Vieira, o crime seria motivado por ciúmes de uma das agressoras, que não aceitava a aproximação da vítima com o ex-namorado dela. "As menores afirmaram que a vítima ficou com esse rapaz. Esse seria o principal motivo. Elas eram colegas de escola, e uma delas a conhecia há pelo menos dez anos", afirmou Renata ao site G1.

Uma das menores lamentou que a vítima tenha escapado. "Todo mundo aqui estava com raiva dela. Porque ela não gosta da gente por causa desse negócio de namoradinho. No nosso pensamento, íamos bater nela, ela ia morrer e nós íamos enterrar ela. Só que aí não deu certo porque nós somos frouxas, sabe. Nós não demos conta de começar o serviço e terminar", disse a adolescente.

Segundo a delegada, as suspeitas serão indiciadas pelo ato infracional análogo aos crimes de tortura e tentativa de homicídio, com pena que pode chegar a 3 anos de internação. As 4 menores estão em uma cela isolada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) à espera de vaga em um Centro de Internação, onde devem ficar pelo menos 45 dias.