‘Foi um homem de bem, sempre disposto a auxiliar quem precisasse”
Morreu na segunda-feira, dia 3, 16h15 horas, no Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração da Fundação Casa de Misericórdia de Franca, o representante comercial de calçados Antônio Renato Ferraro. Tinha 59 anos.
Segundo o afilhado e sobrinho Dario Pimentel, Renato lutou pela vida por 42 dias de idas e vindas ao HC, mas não conseguiu sobrevida. “Em 21 de agosto, ele sofreu infarto, e desde a data, deixou suas atividades profissionais para recolher-se à sua casa, sob cuidados da família e tratamento adequado. Fumante por muitos anos, passou a conviver também com problemas respiratórios. Há cinco semanas, em casa, foi novamente apenado pelo quadro cardíaco e, socorrido pelo Samu, foi internado no Hospital do Coração. Uma semana depois, melhor, recebeu alta e voltou à casa. Mais alguns dias, os problemas respiratórios recrudesceram. Voltou à internação. Os dias seguintes, acamado, contribuíram para falência de órgãos. Renato não sobreviveu.
Deixou, viúva, Maria Cristina Pimentel Ferraro. Tiveram 37 anos de casamento, três filhos (Renata, que trabalhava com o pai na representação de calçados; Carolina, restauradora, funcionária da Universidade Federal de Uberlândia/MG; Ângelo, casado com Jeniffer, também integrante da representação comercial da família) e quatro netos, Gabriela, Pedro, Victor Hugo e Sofia).
Antes de abrir sua própria empresa em 1995, Renato trabalhou por 18 anos na Artecola. Fez parte do Grupo Novo, que levou o ex-bancário Maurício Sandoval Ribeiro a ser prefeito de Franca. Foi o tesoureiro da campanha. “Sua competência e sua ética foram reconhecidas por Maurício. Empossado, deu-lhe o cargo de diretor da Prohab. Renato construiu, na empresa pública, vida dedicada a cuidar de contas, mas, fundamentalmente, a preocupar-se com questões sociais que definiam o perfil da maioria dos pretendentes à casa própria. Formou, não por acaso, imensa rede de bons relacionamentos”. Fez parte da Loja Maçônica Três Colinas.
Como hobby, o amor à natureza. “Padrinho fez parte de grupo de jipeiros. Amava verdadeiramente, a natureza. Fez incontáveis passeios com a família, mas era a Serra da Canastra o local que mais o atraia. Deixou, como monumento de saudação à natureza, e pouquíssimas pessoas sabem disso, os lindos plátanos que plantou - e eu era ainda pequeno quando o acompanhei nestes plantios - na descida da cachoeira da avenida Ismael Alonso Y Alonso. Comprou as mudas e fez o plantio, como cidadão. Aquelas árvores atestam a dedicação dele ao replantio, que acreditava, ser obrigação de cada ser humano. Aliás, também foi ele que plantou um baobá, no trevo de entrada/saída de Franca pela Portinari, e que também lá está, firme e forte”, disse Dario.
“Renato foi marido e pai responsável, dono de grande caráter, honesto, íntegro, admirado pela família, amizades e mercado calçadista, onde atuou por quase toda a vida. Podia-se esperar dele, lições constantes de preocupação ecológica e cidadania, mas foi como homem de bem, sempre disposto a auxiliar quem precisasse, que se tornou conhecido por tantos. Foi-se muito novo, mas suas árvores, filhos, netos, e quem o admirava, falarão nele por todo o sempre”, concluiu Dario.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária São Francisco, foi realizado nesta terça, dia 4, 16 horas, no Cemitério da Saudade.