O laudo pericial solicitado pela Justiça concluiu que a professora de música Alda Poggi Pereira é inimputável, ou seja, incapaz de responder por seus atos.
Ela é acusada de matar a filha grávida, Ligia Poggi Pereira, de 30 anos, e esfaquear o neto de 4 anos em 25 de junho, na cidade de Ribeirão Preto, dentro da casa da família. "Consta [no laudo] que ela era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, ou seja, em outras palavras, que ela não tinha consciência, não sabia o que estava fazendo. Consta que ela é inimputável", explicou o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves.
Mesmo com a conclusão do laudo, Gonçalves esclarece ao site G1 que Alda responderá ao processo por homicídio. O promotor revela que a professora não será submetida a júri popular. "Em vez de o juiz submetê-la a julgamento pelo Tribunal do Júri, e ela ser submetida a uma pena privativa de liberdade. O juiz vai aplicar uma medida de segurança, que, no caso, seria internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico", conta Gonçalves.
Alda está internada em um hospital em Jaboticabal e a família não comentou a tragédia. Daniel Rondi, advogado da professora, relatou que só se pronunciará em coletiva que acontecerá na tarde desta quinta-feria, dia 29. A investigação segue sob sigilo.