O paciente dado como morto e que voltou a respirar durante a preparação para seu velório, morreu na noite de terça-feira, dia 27.
Milton Alves de Souza, de 68 anos, estava internado na Santa Casa de Londrina, Paraná, desde a quinta-feira, dia 22, quando voltou a respirar. A mulher que iniciava os preparativos no corpo de Milton percebeu que ele ainda respirava e alertou o Samu, para que levasse o paciente a um hospital.
De acordo com o site G1, o paciente estava na UTI da Santa Casa, com hipotermia, mas não resistiu. "O paciente chegou à Santa Casa com hipotermia, sendo mantido aquecido durante toda a estada no Hospital. Ele tinha choque séptico, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), insuficiência respiratória e insuficiência renal crônica agudizada. O atestado de óbito será emitido pelo IML", diz a nota da Santa Casa.
Inicialmente, Milton foi internado no Hospital da Zona Norte e teria sofrido uma sequência de paradas cardiorrespiratórias, sendo que na última delas, por volta das 16h20 do dia 22, a instituição informou que o paciente não havia sobrevivido. Aproximadamente às 19h, a preparadora de cadáver notou que o homem respirava e acionou o Samu. Desta vez, Milton foi levado à Santa Casa.
A família do paciente fez um boletim de ocorrência contra o Hospital da Zona Norte. O diretor-geral da instituição acredita em três possibilidades para o caso: a de falha no procedimento, que levou os profissionais a atestarem o óbito em um paciente vivo; a de catalepsia, quando a pessoa entra em sono profundo sem movimentos e batimentos cardíacos e de respiração perceptíveis; além da chamada Síndrome de Lázaro, quando o coração do paciente deixa de bater após diversas tentativas de reanimação, retornando os batimentos horas depois.