10 de julho de 2026

Colégio no Rio de Janeiro libera uso de saia para meninos


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As peças destinadas a meninos eram chamadas de uniforme masculino, enquanto que aquelas destinadas às meninas eram o uniforme feminino

O Colégio Pedro II colocou fim à distinção de uniformes escolares por gênero, como acontecia antes.

As peças destinadas a meninos eram chamadas de uniforme masculino, enquanto que aquelas destinadas às meninas eram o uniforme feminino. Na nova nomenclatura adotada pela instituição, usa-se somente o termo uniforme, deixando ao aluno a escolha de que uniforme usar. A medida começou a valer em 14 de setembro.

"A novidade é que não se determina o que é uniforme masculino e o que é uniforme feminino, apenas são descritas as opções de uniforme do Colégio Pedro II. Propositalmente, deixa-se à critério da identidade de gênero de cada um a escolha do uniforme que lhe couber", explica Oscar Halac, reitor da instituição.

"Procuramos de alguma maneira contribuir para que não haja sofrimento desnecessário entre aqueles que se colocam com uma identidade de gênero diferente daquela que a sociedade determina. Creio que a escola não deve estar desvinculada de seu tempo e momento histórico. A tradição não importa em anacronia, mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar", acrescenta o reitor.

Segundo informou o Pedro II ao site O Globo, a decisão é resultado de mobilizações e discussões promovidas por alunos e professores em diversos campi. Em 2014, alunos do campus de São Cristóvão protestaram em apoio a uma colega transexual que foi repreendida pela direção da escola por usar saia. Os estudantes trocaram seus uniformes.

Ainda no mesmo campus, em setembro de 2015, em avisos institucionais e provas, as palavras "aluno" e "aluna" foram substituídas por "alunx". "Usar o 'x' para suprimir o gênero de uma palavra foi a maneira que grupos que tratam do tema encontraram para chamar ao foco a questão do gênero", comentou Halac na ocasião. "Tratar o assunto da diversidade, seja ela sexual, racial ou cultural, é fundamental em um colégio, principalmente porque a rejeição e o preconceito trazem muita dor às crianças e adolescentes", concluiu o reitor.