A série de sabatinas do GCN, prosseguiu nesta terça-feira, 13. Desta vez, o entrevistado pelos jornalistas foi o candidato a prefeito Gilson de Souza (DEM). Durante uma hora ele falou sobre seus projetos caso seja eleito.
Se apegando ao passado como deputado, Gilson esbarrou em um problema: a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os gastos da Prefeitura com funcionários, por exemplo. Em várias perguntas, Gilson alegou que quer investimentos, mas não explicou como conseguiria dinheiro para colocar as ideias em ação. “Vamos achar um jeito”, disse.
Gilson ainda focou em projetos já instalados na cidade e na região. AME, Poupatempo e a "curva da morte" - trecho da Rodovia Cândido Portinari, entre Pedregulho e Rifaina - não foram esquecidos pelo candidato.
MAIS VOTADO
No primeiro bloco da entrevista, Gilson foi questionado sobre os motivos de sua candidatura, mesmo que ainda tímida e com falta de programas eleitorais na TV. Na resposta, o ex-deputado explicou que a população já conhecia seu estilo de trabalho. E focou ainda na sua experiência como deputado. “Eu sou sempre o político mais bem votado de Franca”, disse. Na última eleição, Gilson não se elegeu.
SAÚDE
Um dos problemas mais sérios da última administração foi a saúde. E Gilson também foi questionado sobre o que fazer. “O prefeito não trabalha sozinho”, disse. Para o candidato seria necessário um projeto para ser enviado na Câmara, em regimes “especial” para autorizar a contratação de médicos. Em Franca há um déficit de pelo menos 40 profissionais. Ao ser informado sobre a possibilidade de atingir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), o ex-deputado escorregou. “Nós precisamos discutir isso em parceria. Não é só culpa do prefeito. Precisamos criar um conjunto e chamar as forças da cidade para ajudar”, disse.
Ainda continuou. “Precisamos rever o valor pago aos médicos”. Novamente ele foi alertado sobre a lei. “Eu acho que governo federal, estadual e municipal têm que agir. Não pode morrer gente”, disse.
Gilson ainda falou sobre o Hospital das Clínicas, mote de sua campanha. “Precisamos fazer um novo hospital. Já falei com o governador”, disse. “Houve um descuido dos últimos prefeitos”, falou Gilson ao ser questionado pelos jornalistas, que mesmo estando durante 12 anos como deputado, não havia conseguido concretizar o projeto. “O hospital ficou para depois”.
EDUCAÇÃO
Sobre educação, Gilson foi questionado sobre os problemas de falta de vagas em creches. Franca tem mais de duas mil crianças na fila esperando por uma vaga. “A gente precisa construir creches. Eu vou buscar parcerias, nós temos que buscar parceiros”, limitou-se.
TRANSPORTE
Outro assunto em evidência na campanha eleitoral é o transporte público. O alto preço da tarifa do ônibus foi tema da pergunta. “Nós temos que melhorar. Temos que fiscalizar o serviço, aonde tem dificuldades...” disse.
Questionado sobre o faria sobre o preço, ele alegou que poderia interferir. “Se eu puder eu vou fazer um aporte”.
Sobre as gratuidades oferecidas e aprovadas pela Câmara, Gilson afirmou que não mexeria nos direitos já adquiridos. “Eu não vou tirar nada”, disse.
MOBILIDADE
O candidato também foi perguntado sobre a falta de vagas de estacionamento no Centro de Franca. O atual prefeito Alexandre Ferreira reduziu drasticamente a quantidade. “Eu vou voltar. A gente precisa mudar”, disse.
Gilson defendeu os comerciantes locais e disse que a alteração ocorreria já no dia 2 de janeiro, assim que tomasse posse, caso eleito. “Não podemos sacrificar os comerciantes”.
Gilson afirmou também que contrataria uma equipe especializada para estudar alternativas para o trânsito na cidade.
EMBATE
Um dos momentos mais tensos do encontro com jornalista aconteceu quando ele foi perguntado exatamente o que o seu governo proporia, já que as ideias esbarravam na falta de verba e com orçamento baixo do município. “Vamos dar um jeito”, disse ao tentar defender a ideia de criar no Pronto-Socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, um Hospital Dia com cirurgias de médica complexidade. O alto custo da saúde não é um problema para ele. “Precisamos ajudar. Comigo tudo sempre foi difícil. Dinheiro existe, mas precisa de bons projetos”, disse.
PEDÁGIOS
Sobre seu silêncio nas polêmicas da instalação de pedágios na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Pedregulho, Gilson afirmou que não poderia entrar numa briga que não era dele. Sem citar o deputado Roberto Engler (PSDB), ele alegou que “ele é que tinha que resolver. Eu nunca prometi nada”.