Um estudo sul-coreano divulgado pelo jornal norte-americano The Washington Post revelou que o macarrão instantâneo possui baixa qualidade nutritiva e alto teor de gorduras, calorias e sódio, além de corantes artificiais, conservantes e aromatizantes.
A grande maioria das marcas acrescenta ainda glutamato monossódico (MSG) e hidroquinona terciário-butil (TBHQ), um conservante químico derivado do petróleo. Esses elementos são acrescentados aos ingredientes do macarrão instantâneo para realçar o sabor e preservar suas propriedades, uma vez que é preciso ter um prazo de validade longo. Estes elementos ingeridos dentro da quantidade limite, não causam danos à saúde, mas o consumo frequente pode gerar problemas graves.
Ao jornal, Hyun Shin, co-autor da pesquisa, revelou que "apesar de macarrão instantâneo ser um alimento conveniente e delicioso, pode haver um aumento no risco da síndrome metabólica devido seu alto teor de sódio, gordura saturada insalubre e índice glicêmico". Mulheres que consumiram o produto duas vezes por semana ou mais tiveram o risco de sofrer síndrome metabólica aumentado em relação às mulheres que consumiam menos macarrão instantâneo.
O estudo concluiu que o consumo excessivo do produto pode desencadear a obesidade e doenças metabólicas como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. A maioria dos tipos de macarrão instantâneo que existem no mercado são feitos com farinha branca e refinada, além de serem processados, resultando em um produto rico em sabor e pobre em valor nutricional. Pode, assim, ser considerado uma fonte de calorias vazias, cujo consumo frequente pode causar aumento de peso.