11 de julho de 2026

8 dos 11 vereadores de Miguelópolis são investigados


| Tempo de leitura: 1 min
Polícia Militar participou da operação

Atualizado às 12h40

Policiais Militares e promotores ligados ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizaram uma megaoperação em Miguelópolis na madrugada desta segunda-feira, dia 12, e prenderam ao menos seis pessoas - cinco delas são vereadores da Câmara local. Ao todo, havia dez mandados de prisão por fraudes em licitação e desvio de verbas a serem cumpridos. Quatro pessoas ainda são procuradas. A operação é a segunda parte da Cartas em Branco. 

Até por volta das 8h30, estavam detidos os vereadores André Freitas (PV), Genésio Urias (PTdoB), Júlio Cesar (PV), Reinaldo Gonçalves (PT) e Valter Sampaio (PTdoB). As equipes de investigação seguem fazendo buscas na Câmara.

OUÇA: 



Dos dez mandados de prisão, oito eram contra vereadores. Além dos cinco integrantes do Legislativo que já estão detidos, três deles não foram localizados em seus endereços. 

Quatro mandados de prisão não foram cumpridos porque os suspeitos não foram localizados pelos policiais durante a madrugada. Estão foragidos os vereadores João Tadeu Jorge Junior (PMDB), Matheus Fernando (PSB) e Vicente de Paula Moura (PMDB), além do comerciante Nivaldo Brito de Lacerda. Todos são suspeitos de envolvimento com os mesmos crimes relacionados a fraudes em licitações.

Em abril o prefeito, Juliano Mendonça (PRB) foi preso durante a Operação Cartas em Branco acusado de fraudes em licitações.

EM FRANCA 


Presos em Miguelópolis, os vereadores foram trazidos para a sede da DIG, em Franca. Lá eles foram autuados e levados para a Cadeia do Guanabara, sem falar com a imprensa. 

A Câmara Municipal de Miguelópolis tem 11 vereadores. Cinco foram presos e outros três são procurados. 


 


Colaborou: Cássio Freires