Uma quadrilha responsável por realizar abortos clandestinos na Zona Norte do Rio de Janeiro é investigada pela Polícia Civil após a morte de uma jovem de 28 anos.
Caroline de Souza Carneiro saiu de casa, em Paraíba do Sul, na sexta-feira, 19, sendo que somente o namorado dela sabia que a jovem ia ao Rio de Janeiro realizar um aborto. Os familiares da vítima sequer tinham conhecimento da gestação. Horas após o procedimento, o corpo de Caroline foi localizado abandonado em uma rua deserta em Duque de Caxias.
O namorado da jovem tem colaborado com a polícia para elucidar o caso. Ele contou que desde que a vítima descobriu a gestação, tentou métodos abortivos, porém nenhum dos medicamentos utilizados funcionou. Já no quinto mês de gravidez, ela afirmou ao rapaz que “faria uma loucura porque os remédios não funcionavam”.
Segundo o site Extra, neste momento, Caroline e o namorado contataram a clínica no Rio de Janeiro e combinaram o procedimento abortivo no local.
A clínica fica em Benfica, na Zona Norte da capital fluminense e a quadrilha autuada já é conhecida pela polícia. Os mesmos integrantes já foram presos em operações diferentes, em 2013 e 2014. O médico responsável pelo procedimento que culminou na morte de Caroline possui 18 anotações na polícia em seu nome. Ele tem 80 anos e a primeira anotação relacionada a aborto clandestino é datada de 1957.
Além da clínica, o médico possuía uma casa de repouso, na qual os pacientes ficavam após as cirurgias. "O próximo passo é pegar imagens de câmeras que registraram a entrada e a saída dela [Caroline] desses locais [clínica e casa de repouso]", afirmou Wellington Vieira, da 21ª DP.
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