O delegado João Osinski Junior, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 3), aponta que os R$ 51, 2 milhões roubados no mega-assalto à Prosegur de Ribeirão Preto, São Paulo, estão escondidos em espécie desde o dia do crime.
O mega-assalto aconteceu em 5 de julho e, desde então, as cédulas roubadas são monitoradas pela Polícia Civil, por meio da numeração que há nelas. “Esse dinheiro não voltou à circulação no sistema bancário. Quem está com o dinheiro, tem ele escondido consigo, ou enterrado, ou guardado em lugar seguro. O sistema financeiro nos ajuda a monitorar toda a movimentação bancária no país. Temos a certeza de que esse dinheiro continua em espécie e guardado em algum lugar que esperamos descobrir”, conta o delegado ao site G1.
Osinski Junior declarou ainda que diferente do que suspeitava a polícia na ocasião do crime, a quadrilha não fugiu em diversos carros, mas sim na carroceria de um caminhão de transporte de grãos. O dinheiro e as armas usadas no assalto também foram colocados na carroceria do veículo.
“Todos embarcaram em um caminhão, com dinheiro, com armamento, e fugiram. Isso não despertou a atenção porque a polícia procurava vários veículos que participaram de um roubo, e não um caminhão graneleiro”, explica o delegado. O caminhão pertence a uma transportadora de Viradouro, São Paulo, e a prisão do proprietário da empresa já foi decretada. O suspeito, porém, está foragido. O proprietário já tem passagem pela polícia por furto a um caixa eletrônico em São Bernardo do Campo, São Paulo.
"Ele é um dos cabeças. Nós já conseguimos identificá-lo em diversos locais de roubo. Não só participando diretamente, fornecendo os meios de transporte, mas, inclusive, com armamento pesado. Com certeza, é um elo-chave dentro dessa organização criminosa", declarou Osinski Junior.
Até o momento, 6 suspeitos de participação no crime foram presos nas cidades de Atibaia (SP), Rio Quente (GO) e Ribeirão Preto. O sequestro dos bens destes suspeitos foi pedido à Justiça. “Pretendemos não só desestimular esse tipo de crime, mas também que eles permaneçam presos, uma vez que, não tendo recursos, dificilmente conseguirão obter bons advogados para tirá-los da cadeia”, conta o delegado.