A enfermeira Janaína Alves, de 27 anos, que foi asfixiada em seu apartamento na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo relatou Marcela Camilla, irmã de Janaína, ao site G1, a jovem agora está em um quarto no hospital e responde a alguns estímulos. Mesmo que a situação de Janaína ainda seja delicada, Marcela explica que a melhora da irmã trouxe esperança para a família. "Ela está no quarto, mudou logo depois do aniversário. Foi transferida do Hospital Ana Costa para Santa Casa, mas o quadro dela é semivegetativo, ela responde alguns estímulos, mas ainda não fala e não tem completamente a função motora", declarou Marcela.
"Os médicos estão acompanhando porque a lesão dela foi muito grave. Às vezes ela abre o olho, mas tudo está sendo tratado com calma e nós esperamos que ela saia dessa situação o quanto antes", continuou a irmã de Janaína. Marcela também falou sobre o advogado William Cesar Borreli, noivo de Janaína na ocasião em que ela foi asfixiada. "Desde o princípio nós [família da vítima] achamos que ele fez isso com a minha irmã, até pela frieza que ele tratou o caso. Nunca buscou saber da minha irmã, só fala com advogado. Tudo isso nos mostra que ele é culpado e terá de pagar por isso", afirma Marcela.
Na época em que o crime aconteceu, William alegou que chegou no apartamento e encontrou a jovem sendo asfixiada por um pedreiro contratado para fazer reparos no imóvel. Tanto o advogado, quanto o pedreiro foram ouvidos pela polícia.
Em seu depoimento, o pedreiro disse que notou o rapaz enciumado e preferiu terminar o serviço em outro momento, deixando o apartamento. As declarações de William foram apontadas como vagas pelo delegado Norberto Donizeti Bergamini. O advogado foi indiciado e preso no dia 9 de agosto por tentativa de homicídio. O pedreiro foi inocentado.