11 de julho de 2026

Professora é presa por matar filha e esconder por 5 anos


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Professora de 37 anos foi presa em Goiânia, Goiás

Uma professora de 37 anos foi presa em Goiânia, Goiás, suspeita de matar a filha recém-nascida e esconder o corpo em um armário por 5 anos.

O corpo da criança foi descoberto na terça-feira, dia 9, quando o ex-marido da professora foi até o prédio em que o casal morou no passado para buscar seus pertences, uma vez que o imóvel foi colocado à venda. "Ela e o marido dela na época [do crime] estavam separados desde outubro do ano passado [2015], quando ele descobriu uma outra traição. Eles moravam em casas separadas, e o apartamento estava vazio. Quando ele foi lá para buscar algumas coisas, pois o imóvel seria vendido, achou essa caixa toda lacrada. Quando ele abriu, sentiu o cheiro forte e acionou a polícia", contou a delegada Ana Cláudia Stoffel ao site G1.

A professora foi presa por ocultação de cadáver e confessou o crime. "Em depoimento, ela disse que não conseguiu se desfazer da filha, que mantendo ela lá, era como se a menina estivesse sempre com ela. Mas temos indícios de que ela nunca quis essa gravidez, porque não teve acompanhamento médico, ela não fez enxoval", continuou a delegada. Para a polícia, o crime foi premeditado, uma vez que a autora nunca se planejou para criar a criança, fazendo pré-natal ou preparando o enxoval.

"A mãe confessou que, desesperada, com medo que o marido descobrisse a traição, porque ele já tinha feito vasectomia, e sem jeito de levar a criança para casa, asfixiou a menina e guardou o corpo dentro do guarda-roupa dela por 20 dias", explica Stoffel. Com receio de que o cheiro do corpo fosse notado, a professora o retirou do guarda-roupa e levou para um armário que fica no subsolo do prédio, no qual os moradores podem deixar seus pertences. Foi justamente neste armário, na terça-feira, 9, que o ex-marido encontrou o corpo.

Em seu depoimento, a mulher chorou e alegou estar arrependida. Ela diz ainda que o ex-marido tinha conhecimento da gravidez, mas evitou dar detalhes sobre isso. A professora admitiu que a criança era fruto de um relacionamento extraconjugal e que o ex-marido não poderia ser o pai uma vez que passou por vasectomia. Ela responderá por homicídio qualificado e a investigação deve apurar se mais alguém tinha conhecimento ou ajudou a professora a cometer o crime.