“Porto seguro, marido amado, maravilhoso pai, avô sobre quem não há palavras para descrever”
Morreu às 16h30 do dia 2, terça-feira, em sua residência, o senhor Elson Ribeiro. Tinha 78 anos. Há três anos, diagnosticado com câncer, passou por cirurgia e iniciou tratamento quimioterápico que fez estacionar a doença. Transcorrido mais um ano, problemas respiratórios que, gradativamente se agravaram, o debilitaram bastante.
Submetido a exames aprofundados, apontou-se fibrose pulmonar, sequela de muitos anos dedicados ao fumo. “Meu marido perdeu muito da qualidade de vida que tinha alcançado após o susto do câncer. Nos últimos meses teve com conviver com o uso de oxigênio em casa. O levamos ao Hospital do Coração no dia primeiro de agosto. Medicado, melhorou um pouco e voltou à casa. Dia seguinte, o acompanhei no momento em que deixou este mundo. Foi extremamente doloroso. A gente quer que as pessoas que gostamos fiquem com a gente para sempre mas, infelizmente, não é assim que acontece”, disse sua mulher, Jair de Fátima.
Quando se casaram, ele estava viúvo de Romilda, com quem teve duas filhas (Ely, casado com Marli Aparecida Mendonça Ribeiro; e Elisabeth, casada com Sebastião dos Reis). Jair já tinha uma filha, Suellen (formada em Radiologia, empregada na Ressonância do Hospital São Joaquim), casada com Marcos Vinícius Silva Elias. Do novo enlace, nasceu Ellen Mara, formada em Educação Física, hoje trabalhando na Academia Sereia. Jair e Elson tiveram 23 anos de enlace.
“Nossos filhos nos deram seis netos (Anelise, casada com Gustavo Stefani; Willian, casado com Letícia; Jean, casado com Leandra; Lucas, Érica Beatriz e Luís Gustavo) e duas bisnetas, Júlia e Bianca. Formamos família feliz. Nosso netinho mais novo, Luís Gustavo, era o xodó de meu marido. Ele gostava de ‘cuidar’ do avô. Fazia companhia e dizia ser o médico dele. A mim, dizia que eu era sua assistente. Adoravam um ao outro. Criança não compreende a morte. Ainda pergunta por ele”, disse Jair.
Elson, natural do Mato Grosso, veio para Franca quando jovem. Empregou-se como frentista no Posto Franca/Araxá, e lá permaneceu por 22 anos. Sua capacidade de fazer amigos se tornou conhecida. Por mais seis anos, atuou na mesma função, no Posto Sorriso, da avenida Santa Cruz.
“Foi um homem do trabalho, incansável. Para mim, foi o porto seguro, marido amado, maravilhoso pai, avô sobre quem não há palavras para descrever. Sua maior alegria era estar com toda a família próxima. Mais velho que eu, aprendi muito com ele, sobretudo respeito às pessoas, fosse qual fosse o caso. Espírita, gostava de ler e adorava música sertaneja, da antiga música sertaneja, e de músicas paraguaias. O silêncio delas será muito difícil de suportar”, concluiu a mulher.
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado dia 3, 13 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras. Missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma será celebrada dia 7, 8h30 horas, na Capela Sagrada Família, Jardim Dermínio.