14 de abril de 2026

Família de menina morta por garoto cobra justiça; ouça


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A família da garota de 10 anos que, morreu baleada em Delfinópolis, cobra justiça. Luna Cristina de Castro Oliveira, que morava em Franca, foi atingida a tiros por um estudante de 14 anos, na zona rural da cidade, que fica no sul de Minas Gerais. Luna chegou a ser socorrida a um hospital de Passos, mas não resistiu.

De acordo com informações da Polícia Militar, a criança e o adolescente estavam em uma fazenda com familiares e amigos quando a tragédia aconteceu. Diversas armas estavam sob uma mesa da casa e o garoto pegou para "brincar".

Segundo seu relato aos policiais, ele achou que a espingarda não funcionava mais e a carregou. Ao disparar para cima, não teria funcionado. Mas, na segunda vez, atingiu o abdômen de Luna.

Ferida, a menina correu até os adultos que estavam na festa para pedir socorro. O garoto e o proprietário do imóvel, um empresário de 51 anos, foram levados à delegacia e prestaram esclarecimentos. Seis armas que seriam uma "herança de família" foram apreendidas na fazenda, além de diversas munições.

Luna foi enterrada na semana passada em Franca.
JUSTIÇA

A família do pai da garota agora quer justiça pela morte. Em entrevista à rádio Difusora, a avó de Luna, Sônia Maria Plácido de Oliveira, contou como tudo aconteceu e a sensação de impunidade pela morte da neta. Segundo ela, o proprietário da fazenda teria pago uma fiança de R$ 10 mil e sido liberado com o garoto autor do disparo.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Cássia. O delegado Henrique César, responsável pela cidade não foi encontrado. Mas segundo informações de um escrivão da cidade, o maior, dono da fazenda vai responder ao processo por posse ilegal de arma de fogo e negligência. Já o garoto de 14 anos foi enquadrado por ato infracional análogo a homicídio culposo. Ambos foram liberados.